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Política

Wagner Moura defende democracia brasileira e inspira EUA

Em entrevistas pré-Oscar, Wagner Moura analisou o cenário global, comparando Brasil e EUA frente a ameaças autoritárias e realçando a arte como resistência.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
30 de janeiro, 2026 · 12:06 2 min de leitura
Foto: TV Globo
Foto: TV Globo

O ator Wagner Moura, um dos nomes brasileiros mais reconhecidos no cenário internacional, voltou a ser destaque não só por seu trabalho artístico, mas por suas reflexões políticas. Em meio às tradicionais entrevistas de pré-Oscar, o baiano, que ganhou holofotes globais com o longa 'O Agente Secreto', fez uma análise profunda sobre a situação política mundial, com um olhar especial para a democracia brasileira.

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Em uma conversa com uma revista internacional, Moura traçou um paralelo entre a forma como o Brasil e os Estados Unidos têm reagido às crescentes ameaças autoritárias. Para o ator, a nação sul-americana demonstrou uma postura mais firme diante desses perigos, um comportamento que ele atribui diretamente ao doloroso passado do país sob um regime autoritário.

A Experiência Brasileira como Alerta

Moura enfatizou que a vivência do Brasil com uma ditadura militar deixou marcas profundas na sociedade, criando uma memória coletiva que serve como um alerta constante. Segundo ele, essa experiência faz com que os brasileiros sejam mais vigilantes e menos tolerantes a discursos ou ações que flertem com o autoritarismo.

"Vocês nunca tiveram a experiência de viver sob uma ditadura. Não sabem o que é isso, como é essa sensação ou o quanto isso é ruim."

A fala do ator serve como um lembrete crucial de que a história de um país molda sua resiliência e sua capacidade de defender princípios democráticos. Para Moura, o conhecimento do que significa perder a liberdade é o que impulsiona a população brasileira a lutar por ela de forma mais veemente.

A Arte Como Forma de Luta Política

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O ator também aproveitou a oportunidade para conectar sua mais recente produção, 'O Agente Secreto', ao contexto político brasileiro que o inspirou. Ele revelou que o filme nasceu de suas próprias angústias e das do diretor Kleber Mendonça Filho durante um período que considerou delicado para o Brasil, especialmente sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro.

Crítico da gestão, Moura destacou o papel da arte como uma ferramenta essencial para a manifestação e a resistência. Para ele, artistas têm a responsabilidade de usar sua plataforma para expressar descontentamento e alertar sobre os riscos à democracia.

"Esse é um filme que nasceu de como eu e Kleber nos sentimos quando o Brasil estava sob esse tipo de governo fascista. Como nos sentíamos em relação ao nosso papel como artistas. Isso acontece lentamente. E se você não reage às pequenas coisas, é aí que elas assumem o controle."

A mensagem de Wagner Moura é clara: a vigilância constante e a reação a "pequenas coisas" são fundamentais para evitar que tendências autoritárias ganhem força. Ele reforça a ideia de que a arte não é apenas entretenimento, mas um veículo poderoso para a conscientização e a defesa dos valores democráticos.

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