Quem planeja curtir o Universo Paralello 2026 na Praia de Pratigi, no litoral sul da Bahia, vai precisar desembolsar mais R$ 200 além do ingresso e das despesas de viagem. A Prefeitura de Ituberá anunciou a cobrança da TUPI — Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá — para todos os turistas e não residentes que visitarem o município durante o festival.
A medida, segundo informações divulgadas pela prefeitura, foi criada pela Lei Municipal nº 1.898/2025 e prevê um voucher único no valor de R$ 200 por pessoa, válido para toda a permanência do visitante na cidade. Não há cobrança por diária: paga-se uma vez, independentemente de quantos dias o turista ficar.
Esta será a primeira edição do evento em que os participantes enfrentarão a cobrança. Em 2003, o festival encontrou seu lar permanente na Praia de Pratigi, situada no município de Ituberá, no litoral sul da Bahia. Desde então, o evento se tornou referência no calendário da música eletrônica brasileira, sem que qualquer taxa municipal fosse cobrada dos frequentadores.
A próxima edição está programada para ocorrer entre 27 de dezembro de 2026 e 4 de janeiro de 2027, com oito noites de festival na Praia de Pratigi. O evento reúne públicos de todo o Brasil e do exterior, o que tende a ampliar o impacto da nova cobrança.
Segundo informações divulgadas pela prefeitura de Ituberá, uma série de grupos estará isenta da TUPI: moradores do município, servidores públicos municipais, crianças de até 5 anos, idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência (PCDs), profissionais em missão institucional e trabalhadores locais ou prestadores de serviço previamente cadastrados.
A gestão municipal informou que os recursos arrecadados com a tarifa serão destinados a melhorias ambientais, culturais e estruturais do município. A justificativa segue lógica semelhante à adotada por destinos turísticos ao redor do mundo, onde taxas dessa natureza são usadas para custear infraestrutura e preservação ambiental em localidades com alta demanda sazonal.
O Universo Paralello é um dos festivais de música eletrônica e cultura alternativa mais icônicos do Brasil. A edição de 2026/2027 é aguardada com grande expectativa pelos fãs do evento, que já enfrentam custos consideráveis para chegar até Pratigi — cidade distante das principais capitais e de difícil acesso por estrada de terra.
Até o momento, o festival não se pronunciou publicamente sobre a nova cobrança. A prefeitura também não divulgou como será operacionalizada a arrecadação da taxa durante os dias do evento.







