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PI 6308
Política

TRE-BA barra Binho Galinha na disputa pela Alba em Feira de Santana

Corte rejeitou por unanimidade o registro do deputado, que está preso e é alvo de acusações sobre atuação criminosa na região

Redação ChicoSabeTudo
15 de setembro, 2026 · 06:26 2 min de leitura

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) negou, por unanimidade, o registro de candidatura do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha, que tentava a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A decisão saiu em sessão realizada na tarde de segunda-feira (14).

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O julgamento analisou uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura movida pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), braço do Ministério Público Eleitoral (MPE). O processo teve como relator o desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho.

Com o indeferimento, Binho Galinha fica, neste momento, fora da disputa eleitoral de 2026. A defesa ainda pode recorrer a instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

Binho Galinha está preso atualmente. Segundo o Política Livre, ele responde por prisão desde outubro de 2025 e foi condenado em primeira instância a 36 anos e 9 meses, em processo relacionado ao Estatuto do Desarmamento. A mesma fonte cita que ele também é investigado nas operações El Patrón, Hybris e Estado Anômico.

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De acordo com o Bahia Notícias, o relator do caso citou, durante o voto, um suposto domínio geográfico e econômico ligado ao jogo do bicho em Feira de Santana e municípios vizinhos, além de contatos com policiais da região encontrados em celular apreendido e alegações de agiotagem. O procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão disse que a Polícia Federal aponta o deputado como líder de uma organização criminosa estruturada e permanente na região de Feira de Santana e cidades próximas, com base em quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático.

Ainda segundo o procurador, citado pelo Política Livre, o julgamento do TRE-BA não tratou da responsabilidade criminal do parlamentar, mas da manutenção de uma posição de liderança que resultou no afastamento do mandato e na prisão cautelar.

A defesa de Binho Galinha argumentou, conforme o Bahia Notícias, que não haveria indícios suficientes nem critérios objetivos para caracterizar a existência de uma organização criminosa de caráter paramilitar, e que a inelegibilidade deveria ser interpretada de forma restrita.

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Binho Galinha foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2022, pelo partido Avante. A decisão desta segunda-feira afeta o que o Política Livre descreve como um nome importante da sigla na região de Feira de Santana.

O Ministério Público Federal já havia informado, em 8 de agosto de 2026, que a ação de impugnação havia sido protocolada e ainda seria julgada, sem indicar indeferimento automático. A sessão desta segunda-feira confirmou o julgamento e terminou com decisão unânime pela rejeição da candidatura.

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