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Política

Técnica que denunciou Magno Malta por agressão está "muito abalada", diz irmão

Familiar da jovem que denunciou o parlamentar cobra punição e diz que ela teme novo encontro com o senador.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
02 de maio, 2026 · 13:51 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes Sociais | Editada por IA
Imagem: Reprodução/Redes Sociais | Editada por IA

O irmão da técnica de radiologia que registrou boletim de ocorrência contra o senador Magno Malta (PL-ES) por agressão disse que a jovem está em sofrimento emocional após o episódio. "Minha irmã está muito abalada emocionalmente", afirmou o familiar, que preferiu não se identificar, em entrevista ao Metrópoles. "Esse senador tem que estar preso", desabafou.

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O caso ocorreu na última quinta-feira (30/4), durante um exame no Hospital DF Star, em Brasília, onde o parlamentar estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronárias. Segundo o relato da profissional, ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento identificou uma oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento. O líquido extravasou no braço do paciente.

Ao se aproximar para realizar a compressão necessária no local, a técnica afirma ter recebido um tapa no rosto do senador. O impacto foi forte o suficiente para entortar seus óculos. Ela diz ainda ter sido chamada de "imunda" e "incompetente". Assustada, a profissional deixou a sala e acionou uma enfermeira e um médico. O senador teria recusado qualquer atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e declarou ter medo de um novo encontro com o parlamentar.

De acordo com o irmão, a jovem tentou registrar a denúncia presencialmente em uma delegacia, mas não conseguiu. Com apoio do próprio hospital, o boletim de ocorrência foi feito de forma on-line. As imagens das câmeras de segurança do hospital já estão em posse da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que deve investigar o caso. O Hospital DF Star informou que abriu uma apuração administrativa interna e que presta suporte à colaboradora.

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O senador nega a agressão. Em nota, sua assessoria afirmou que ele alertou diversas vezes sobre dores intensas durante o procedimento e que, diante da situação, optou por deixar a sala sozinho. A defesa de Malta acrescentou que, "sob forte medicação e com a cognição afetada pelo quadro clínico", o senador "reagiu ao sofrimento físico e não à pessoa da técnica". O parlamentar afirma que não praticou qualquer ato de violência nem proferiu palavras dirigidas à profissional.

Malta havia passado mal nesta mesma quinta-feira enquanto se deslocava ao Congresso Nacional, onde seria votado o veto presidencial ao projeto de lei sobre dosimetria das penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou estar bem e em recuperação.

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