A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou, na manhã da terça-feira (22), uma nota para esclarecer relatos de atrasos salariais e possíveis desligamentos de profissionais no Hospital Regional de Paulo Afonso (HRPA), localizado no BTN.
No texto, o órgão estadual garante que os pagamentos destinados à organização social que administra a unidade estão dentro do prazo previsto em contrato. A Sesab afirma ainda que não existe atraso nos repasses do Governo do Estado relacionados ao hospital.
Segundo a nota, a Secretaria notificou formalmente a S3 Gestão em Saúde, empresa responsável pela administração da unidade, depois de identificar pontos em desacordo com as obrigações do contrato de gestão. A Sesab informou também que uma equipe está no hospital para acompanhar e fiscalizar os serviços prestados.
O órgão afirma que pode adotar medidas administrativas e até judiciais, caso seja necessário, para garantir o cumprimento do contrato.
A repercussão sobre o tema começou dias antes. Marconi Daniel, ex-vereador e candidato a deputado estadual pelo PT, foi questionado sobre os atrasos salariais durante entrevista à Rádio Angiquinho. Ele disse que a situação já havia sido levada ao conhecimento da Sesab.
Em 21 de setembro, o assunto voltou a ser discutido na Câmara Municipal de Paulo Afonso. O vereador Jailson Oliveira cobrou explicações sobre a situação do hospital. Ele é apontado como o único parlamentar de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues na Casa. As manifestações contaram com apoio dos vereadores Celso Brito, Beto Doido e Bero do Jardim Bahia, que integram a base aliada do governador.
O Hospital Regional de Paulo Afonso é administrado pela S3 Gestão em Saúde desde outubro de 2025. A unidade funciona 24 horas e atende municípios da região Norte da Bahia, com 60 leitos, incluindo vagas de UTI, segundo informações da própria empresa gestora.
Até a publicação da nota, a S3 não havia se manifestado publicamente sobre o assunto.
Atrasos salariais na unidade já haviam sido registrados em janeiro deste ano. Na ocasião, o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Saúde de Paulo Afonso e Região acompanhou o caso, e os pagamentos começaram a ser feitos após a mobilização da categoria. Não há confirmação de que a situação atual seja uma continuidade direta daquele episódio.







