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Política

Secretário rebate 'chacina' após 9 mortos em ação da PM em Salvador

Marcelo Werner defende operação em Cajazeiras; polícia diz que sete mortos tinham antecedentes criminais

Redação ChicoSabeTudo
17 de setembro, 2026 · 07:07 2 min de leitura

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, saiu em defesa de uma operação policial que terminou com nove suspeitos mortos em Salvador. A ação, realizada na tarde da última terça-feira (15), ocorreu no bairro de Cajazeiras 11, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O BNews, no entanto, situa o confronto em uma área de mata entre Cajazeiras V e Cajazeiras XI.

Werner reagiu a críticas de quem chamou a operação de "chacina". Ele afirmou que o Estado vai continuar agindo com firmeza contra as facções criminosas.

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"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso", disse o secretário.

Segundo a Polícia Militar, as equipes do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATamo) foram recebidas a tiros durante a ação, que mirava integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM). A CNN Brasil informou ainda que equipes do 22º Batalhão da PM também participaram da operação, informação não confirmada pela secretaria.

Werner detalhou a versão da corporação sobre o episódio.

"Ontem, a partir das informações recebidas, colhidas, as forças de segurança localizaram um grupo de criminosos que, de imediato agiram contra os policiais, logicamente, os policiais em revide legal fizeram a ação ocasionando na morte desses nove criminosos", declarou.

Os suspeitos feridos foram levados ao Hospital Eládio Lasserre, mas não resistiram. Um homem foi preso durante a ação.

De acordo com a polícia, foram apreendidas 11 armas de fogo: quatro fuzis, uma espingarda automática calibre 12, cinco pistolas e mais uma arma que a Secretaria de Segurança descreve como carabina calibre 9 mm — o BNews cita, no mesmo total, uma submetralhadora. Também foram recolhidos drogas, celulares e um colete balístico, descrito por outras fontes como placa de colete semelhante à usada pelo Exército.

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Werner afirmou que sete dos nove mortos tinham antecedentes criminais, envolvendo investigações por mortes violentas, roubo, tentativa de extorsão e ameaças à população. Segundo o secretário, um dos alvos principais da ação seria William Couto Neves, apontado como responsável pelo transporte de armas e munições para o grupo.

O secretário disse que a região era palco de disputa entre facções e que a população local estava no meio do conflito. Ele afirmou ainda que o trabalho contínuo das polícias tem contribuído para a redução dos índices de roubos e mortes violentas no estado nos últimos anos, e citou a operação Eirene II, que resultou na prisão de 32 pessoas e na apreensão de mais de R$ 12 milhões em quatro estados.

"O Estado não vai ser subjugado por qualquer tipo de facção", afirmou Werner.

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