Nove suspeitos morreram durante confronto com a Polícia Militar na região de Cajazeiras, em Salvador, na tarde de 15 de setembro. A ação foi feita por equipes do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATAMO) e do 22º Batalhão da Polícia Militar.
Segundo a CNN Brasil, foram apreendidas 11 armas de fogo, entre elas quatro fuzis, uma carabina calibre 9 mm, uma espingarda calibre 12 automática e cinco pistolas. Também foram recolhidos munições, drogas, celulares e uma placa de colete balístico. Um homem foi preso e todo o material foi levado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que a placa do colete pode ter sido desviada do Exército Brasileiro. A suspeita liga o caso a uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público sobre um possível esquema de repasse de armamentos e munições das Forças Armadas para organizações criminosas.
No centro da apuração está o cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador. Ele é apontado como responsável por negociar munições, granadas, pistolas e fuzis com integrantes do tráfico, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público baiano.
A conexão entre o militar e o esquema veio à tona a partir da análise de um celular apreendido em abril, durante uma operação que desmontou um ponto de armazenamento e preparo de drogas em Itapuã. O aparelho pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções.
Nas conversas analisadas, o cabo e Gabriel Reis Oliveira teriam usado apenas um emoji para se identificar. A investigação suspeita que Deivison tenha repassado dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber pagamentos, e que tenha vendido cerca de mil munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62 ao grupo. Há também registros de negociações envolvendo granadas, mas a quantidade desviada ainda não foi confirmada.
De acordo com A Tarde, as mensagens atribuídas ao militar também citam treinamentos realizados em Paulo Afonso, no norte da Bahia. Não há, até o momento, informações sobre apreensões ou desdobramentos do caso na cidade.
A defesa de Deivison dos Santos Ferreira nega todas as acusações. A Polícia Civil afirma que ainda é cedo para dizer se outros militares participavam do suposto esquema.







