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Política

Paulo Afonso: vereadora usa fita lilás e rebate crítica na Câmara

Cícera Macário citou frase de Jailson Oliveira e afirmou que ninguém vai silenciá-la na Câmara

Redação ChicoSabeTudo
11 de agosto, 2026 · 01:22 2 min de leitura
Fita lilás símbolo da campanha contra violência à mulher, usada por vereadora durante sessão na Câmara
Fita lilás símbolo da campanha contra violência à mulher, usada por vereadora durante sessão na Câmara
A vereadora Cícera Macário (PSDB), da base governista de Paulo Afonso, subiu à tribuna da Câmara nesta segunda-feira (10) para responder a críticas feitas pelo vereador de oposição Jailson Oliveira (PP) na sessão da semana anterior. Durante o discurso, ela colou uma fita lilás sobre a própria boca e declarou: "ninguém vai me silenciar". O gesto fez referência direta ao Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização contra a violência à mulher, instituída em memória da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Antes de colocar a fita, Cícera reproduziu no microfone o trecho em que Jailson afirmara que seria melhor ela "ter ficado calada". O bate-boca teve origem no dia 3 de agosto, quando Cícera mencionou, sem citar nomes, a existência de uma "turma do quanto pior, melhor" durante seu pronunciamento. Jailson se sentiu visado pela fala e rebateu no mesmo dia, afirmando que havia estado recentemente no bairro Rodoviário, onde a colega de Câmara mora, para um trabalho voltado à área da saúde, e sugeriu que ela ouvisse os moradores sobre sua atuação. Na ocasião, ele também classificou Cícera como uma vereadora de "um mandato só" — ela é a mulher mais votada da atual legislatura, eleita com 1.455 votos, e integra a Casa desde a diplomação de dezembro passado. Cícera tentou usar a palavra durante a fala de Jailson na sessão anterior, mas o pedido não foi atendido. Foi só nesta segunda-feira que ela pôde responder formalmente, aproveitando o momento para defender sua "ficha limpa" e reforçar sua trajetória na vida pública, além de fazer uma defesa da presença de mulheres na política municipal. Jailson voltou à tribuna após a fala da colega e negou ter feito qualquer ofensa, afirmando que apenas exerceu seu direito de vereador ao reagir ao que considerou uma declaração dirigida a ele. Ele também disse ter "ficha limpa" e citou os critérios que a Justiça Eleitoral impõe para validar candidaturas. O embate entre os dois parlamentares reflete a divisão entre situação e oposição na Câmara de Paulo Afonso, que iniciou a atual legislatura com ampla maioria governista entre os 17 vereadores eleitos.
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