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Política

Brasília: PC-DF revela grupo que planejava explodir o Planalto

Investigação identificou plano para atacar prédios públicos e o local do debate do 2º turno.

Redação ChicoSabeTudo
10 de agosto, 2026 · 14:43 2 min de leitura
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília

Uma apuração da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) revelou a existência de um grupo que articulava, por meio de aplicativos de mensagens, ataques a autoridades políticas e a prédios públicos da capital federal, entre eles o Palácio do Planalto. O caso foi revelado pelo programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (9).

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Segundo o levantamento, um dos integrantes chegou a propor a possibilidade de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater". As trocas de mensagens ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram e foram monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Os suspeitos nunca haviam se encontrado pessoalmente. Nas conversas, discutiam a fabricação de explosivos e compartilhavam discursos de ódio. Um deles usava a foto de Adolf Hitler como imagem de perfil.

Uma mensagem interceptada dizia: "Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução". Outra afirmava: "Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar".

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O acesso aos grupos era restrito e passava por um recrutamento em etapas: um grupo maior, com mais de 600 integrantes, servia de porta de entrada, enquanto quem se radicalizava era convidado para um núcleo mais fechado, com 46 pessoas, onde o suposto ataque era planejado em detalhes. Nesse núcleo, os participantes trocavam instruções sobre como fabricar bombas e artefatos incendiários improvisados, chegando a estimar quantidades de insumos e valores necessários para executar os ataques.

Um relatório do Ciberlab, laboratório do MJSP especializado em crimes cibernéticos, classificou o material apreendido como altamente perigoso, por reunir planos concretos de violência, conteúdo que exaltava o nazismo, discurso de ódio contra mulheres e estímulo a práticas agressivas.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que as conversas não podiam ser tratadas como inofensivas. "Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios", disse. Segundo ele, os integrantes chegaram a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto para discutir rotas de entrada e saída do prédio.

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Levantamentos de outros veículos que também tiveram acesso à investigação apontam que o grupo reunia ainda mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, e que os suspeitos têm entre 19 e 31 anos. A apuração ficou a cargo da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), da PC-DF.

Batizada de Rede Interrompida, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão na última terça-feira (4) em oito cidades de cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os investigados podem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime. A análise dos computadores e celulares apreendidos continua.

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