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PI 6308
Política

Paulo Afonso terá mutirão com mais de mil audiências criminais

Terceira edição da força-tarefa da Justiça ocorre de 21 a 30 de setembro, também em Cipó e Nova Soure

Redação ChicoSabeTudo
18 de setembro, 2026 · 13:20 2 min de leitura

Paulo Afonso será uma das sedes da terceira edição do Mutirão de Audiências Criminais, que acontece de 21 a 30 de setembro de 2026. A força-tarefa da Justiça baiana ocorre de forma simultânea também nas comarcas de Cipó e Nova Soure.

A meta é realizar mais de mil audiências durante o período. Ao todo, estão previstas 1.065 audiências, conduzidas por 31 juízes designados para o mutirão.

Para dar suporte à iniciativa, serão montadas 26 salas de audiência nas três comarcas. Paulo Afonso concentra a maior parte da estrutura, com 16 salas. Cipó e Nova Soure terão cinco salas cada uma.

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Os trabalhos vão acontecer em dois turnos por dia, ao longo de oito dias úteis. Antes mesmo do início oficial da programação, 14 oficiais de justiça já atuavam nas três comarcas para cumprir 4.500 mandados pendentes.

Em Paulo Afonso, o Conjunto Penal está sendo preparado para receber, por videoconferência, as audiências de 88 réus presos. As demais audiências da cidade serão realizadas no Fórum Adauto Pereira de Souza. Em Cipó, o local será o Fórum Ministro José Cândido de Carvalho Filho, e em Nova Soure, o Fórum Juiz José Cardozo dos Reis.

Todas as audiências pautadas no mutirão são de processos criminais. A iniciativa reúne representantes e servidores do Ministério Público da Bahia, da Defensoria Pública do Estado, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia, das três prefeituras municipais e das Polícias Civil e Militar.

O Núcleo de Mutirões de Audiências, responsável por planejar e acompanhar a execução dos trabalhos, é coordenado pela juíza Thaís de Carvalho Kronemberger e pelo juiz Leandro Florêncio Rocha de Araújo.

Em edições anteriores do mutirão, os índices de resolução foram altos. Em Luís Eduardo Magalhães, 412 das 487 audiências pautadas terminaram com sentença proferida na hora, um índice de 84,5%. Já em Jequié, foram 465 sentenças em 529 audiências, resultado de 88%.

A diretora de Primeiro Grau, Marielle Ferreira, destacou o impacto do trabalho para a população. "Gosto de ressaltar que esse é o nosso trabalho. Quando ouvimos que serão mil processos ou mais no cartório, entendemos que serão mil pessoas ou mais atingidas e contempladas", afirmou.

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