O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai avisar pessoalmente a Donald Trump para não interferir nas eleições brasileiras. A declaração foi feita durante um ato de campanha na noite de quarta-feira (16/9), na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, no Distrito Federal.
Lula disse que embarca para os Estados Unidos no próximo fim de semana para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Segundo ele, vai aproveitar o encontro para deixar o recado direto ao presidente americano.
"Domingo às 10 horas pego avião e vou para a reunião da ONU bater bate-papo com Trump e dizer para o Trump que não se meta nas eleições no Brasil. O Brasil só tem um dono e o dono do Brasil se chama povo brasileiro", declarou Lula durante o discurso.
O presidente detalhou a agenda de viagens até domingo, quando embarca rumo à cúpula da ONU. A ida à Assembleia-Geral pode ser a última participação de Lula no evento caso ele não seja reeleito neste ano.
Além da fala sobre Trump, Lula criticou o deputado cassado Eduardo Bolsonaro no mesmo evento. Segundo o presidente, Eduardo estaria pedindo ao governo americano que aplique sanções contra o Brasil. "O Eduardo Bolsonaro, traidor da Pátria, está lá pedindo para o Trump fazer sanção contra o Brasil. Esse país não comporta política vira-lata", disse Lula.
O ato de campanha em Ceilândia reuniu cerca de 15 mil pessoas, segundo informou o Palácio do Planalto ao Correio Braziliense. O evento reforçou apoio a candidaturas locais nas eleições deste ano. Estiveram presentes o candidato a governador do Distrito Federal Leandro Grass, a senadora Leila Barros e a deputada Erika Kokay, ambas concorrendo ao Senado, além da primeira-dama Janja da Silva e do cantor Kleber Lucas.
Por enquanto, não há previsão de reunião bilateral entre Lula e Trump durante a passagem do presidente brasileiro pela Assembleia-Geral da ONU.







