A disputa pelo governo da Bahia tem candidatos com realidades financeiras bem diferentes. Dados da plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral, mostram que enquanto alguns postulantes ao Palácio de Ondina somam milhões em doações, outros seguem sem receber nenhum recurso das legendas que representam.
O sistema DivulgaCandContas passou a disponibilizar informações detalhadas das candidaturas nas Eleições Gerais de 2026, incluindo arrecadação, gastos de campanha, declaração de bens e certidões de antecedentes criminais. Partidos e candidatos enviaram a prestação de contas parcial entre 9 e 13 de setembro, reunindo a movimentação financeira ocorrida desde o início da campanha até 8 de setembro.
ACM Neto é quem mais arrecadou até agora, com mais de R$ 10 milhões em doações. Desse total, cerca de R$ 8,6 milhões vieram do diretório nacional do União Brasil, em dois repasses: R$ 4.642.558,21 em 25 de agosto e R$ 4 milhões em 8 de setembro. O diretório estadual do partido na Bahia contribuiu com R$ 181 mil, e a direção nacional do Podemos doou R$ 500 mil à campanha.
Jerônimo Rodrigues aparece em seguida, com R$ 7.140.485,79 arrecadados. A maior parte, R$ 6.878.880,62, veio da direção nacional do PT. Segundo os dados, o valor obtido pelo candidato é cerca de 30% menor do que o registrado por ACM Neto.
Ronaldo Mansur recebeu R$ 450 mil, valor repassado integralmente pela direção nacional do PSOL. A diferença entre o montante arrecadado por ele e o de ACM Neto ultrapassa 96%.
Já Maria Bona, do PCO, e Ariel Capistrano, do DC, não registraram doações partidárias na plataforma do TSE. Capistrano informou ter doado R$ 2 mil à própria campanha e declarou R$ 1.300 em despesas, sendo R$ 800 com impulsionamento de conteúdo e R$ 500 classificados como despesas sem especificação detalhada. Maria Bona, por sua vez, não apresentou à Justiça Eleitoral nenhuma despesa de campanha até o momento.
A Justiça Eleitoral informou que eventuais inconsistências nos dados enviados serão analisadas no julgamento das contas finais, salvo justificativa aceita pelos órgãos responsáveis.







