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Política

Otto Filho indica Daniel Alencar para vaga na Câmara e nega manobra política

Após aprovação no TCE-BA, Otto Filho sinaliza Daniel Alencar como sucessor na Câmara dos Deputados e desmente que sua ida ao Tribunal seja estratégia política.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
10 de dezembro, 2025 · 17:09 3 min de leitura
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) se prepara para uma nova fase em sua carreira. Depois de ter seu nome aprovado para o importante cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) nesta quarta-feira (10), ele revelou quem pode assumir sua cadeira no Congresso Nacional: seu irmão, Daniel Alencar.

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A decisão veio à tona logo após a sabatina que confirmou seu futuro no TCE-BA. Ao falar com a imprensa, o parlamentar indicou que Daniel pode ser o escolhido para sucedê-lo como deputado federal, superando a expectativa de que sua irmã, Isadora Alencar, ocupasse a vaga. A palavra final, no entanto, será do pai da família, o senador Otto Alencar (PSD).

"Essa é uma decisão que vai passar pela cabeça e pela avaliação do nosso senador, Otto Alencar. Acredito que não está certo, mas eu acho que meu irmão Daniel Alencar, possa chegar no meu lugar. Se isso acontecer, tenho certeza que será muito bem-vindo. Ele é um médico, um cara trabalhador, muito honesto", contou Otto Filho. Ele completou, enfatizando o empenho necessário na vida pública: "Mas isso aí realmente vai passar primeiro pela decisão do senador Otto e da decisão do próprio Daniel, que sabe, como todos aqui, como é a vida política, como a gente tem que trabalhar muito, se sacrificar por um bem maior. Desejo, se for o caso da decisão do meu pai e dele, que ele tenha muito sucesso e também uma vida de bons resultados, de boas realizações."

Além de discutir a sucessão familiar, Otto Filho fez questão de esclarecer outra questão importante que circulava nos bastidores políticos. Ele negou veementemente que sua indicação para o TCE-BA tenha sido uma estratégia para acalmar as relações entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o PSD, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. A disputa por quem vai liderar a chapa majoritária para o governo baiano e o Senado tem gerado tensões entre os partidos.

Atualmente, o senador Ângelo Coronel, do PSD, está de olho em um lugar de destaque na chapa para o Senado, competindo com nomes fortes do PT, como o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa. A especulação era que a saída de Otto Filho da Câmara para o TCE-BA poderia ser uma 'moeda de troca' para facilitar um acordo entre as siglas.

"Em nenhum momento, nem ele [Coronel], nem o senador Otto Alencar e nem nenhum do partido discutiu a questão da chapa majoritária. O que o PSD acha, é o que a gente já falou. Fomos importantes para a vitória do nosso governador e do presidente Lula. O partido tem a grande vontade de continuar ao lado do nosso governador Jerônimo e do nosso presidente Lula", afirmou o deputado. Ele finalizou, deixando a responsabilidade para o governador: "Espero que isso aconteça, espero que o governador Jerônimo Rodrigues, que é o responsável por essa condução desse processo e ainda não falou sobre o assunto e não chamou para conversar também os partidos, além do nosso senador Ângelo Coronel, também tem o senador Jaques Wagner, o ex-governador Rui Costa. Espero que eles cheguem a um denominador comum, a uma solução."
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A fala de Otto Filho busca dissipar as dúvidas sobre sua nomeação, reforçando a seriedade de seu novo cargo e desvinculando-o de articulações políticas eleitorais futuras.

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