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Política

Novo aciona TSE por samba-enredo que cita Lula no Carnaval de 2026

O Partido Novo entrou com uma ação no TSE contra Lula, o PT e a Acadêmicos de Niterói, acusando o samba-enredo de 2026 de ser propaganda eleitoral antecipada.

Redação ChicoSabeTudo
10 de fevereiro, 2026 · 21:09 3 min de leitura
Foto: Reprodução / Presidência da República
Foto: Reprodução / Presidência da República

O Partido Novo entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (10) pedindo providências contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói. O motivo da polêmica é o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que será apresentado no Carnaval de 2026, e que o Novo considera propaganda eleitoral antecipada para a reeleição do presidente.

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Para o Partido Novo, a letra do samba-enredo não é apenas uma homenagem, mas uma verdadeira peça de pré-campanha. A ação aponta que a composição faz várias referências à disputa eleitoral de 2022, usa trechos que lembram jingles de campanha e até menciona o número do partido de Lula, o PT. Na visão dos advogados do Novo, esses elementos juntos formam um pedido de voto claro, ainda que não explícito.

A Acadêmicos de Niterói, escola envolvida na questão, se apresenta nas redes sociais como uma “escola petista”. Além disso, o presidente de honra da agremiação, Anderson Pipico, é vereador pelo PT em Niterói, no Rio de Janeiro. Para o Partido Novo, esses fatos mostram que a escola não tem a neutralidade que deveria, especialmente em um evento de grande visibilidade como o Carnaval.

Os advogados do Novo também destacam que os dirigentes da escola se encontraram com o presidente Lula em setembro de 2025 para apresentar o enredo. Esse encontro foi divulgado publicamente, o que, segundo o Novo, mostra que Lula sabia da homenagem de antemão. A presença da primeira-dama, Janja, em ensaios e outras atividades da agremiação também foi citada na ação, reforçando a ideia de envolvimento direto.

O que dizem os advogados do Partido Novo

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O desfile de Carnaval de 2026, impulsionado pelo capital privado e com dinheiro público, caminha a passos largos para se tornar um evento megalomaníaco voltado à promoção de propaganda eleitoral antecipada em benefício do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição ao cargo de Presidente da República.

Os advogados Lucas Bessoni Coutinho de Magalhães e Paulo Augusto Fernandes Fortes, que assinam a ação, reforçam a ideia de que o desfile será um palanque político. Eles argumentam que a apresentação da escola de samba acontecerá na Marquês de Sapucaí, um espaço público na cidade do Rio de Janeiro, o que agravaria a suposta irregularidade.

A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar no Grupo Especial em 15 de fevereiro de 2026, em horário nobre, com uma apresentação que deve durar entre 70 e 80 minutos. Essa exposição, em um evento de alcance nacional e internacional, é outro ponto levantado pelo partido como agravante para a acusação de propaganda eleitoral antecipada.

O que o Partido Novo pede ao TSE

Diante de todos esses argumentos, o Partido Novo pediu ao TSE que impeça a divulgação do conteúdo do samba-enredo que está sendo questionado. Além disso, a legenda quer que o Tribunal aplique as punições previstas nas regras das eleições para casos de propaganda antecipada, que incluem multas que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

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