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Política

Mais de 40% dos eleitores de Salvador não lembram em quem votaram

Pesquisa revela que mais de 40% dos eleitores de Salvador não conseguem recordar seus votos para deputado e senador nas eleições de 2022, destacando a capital baiana entre as de maior esquecimento no país.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
13 de janeiro, 2026 · 03:09 3 min de leitura
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Um levantamento surpreendente revela que uma parcela significativa dos eleitores de Salvador, na Bahia, não se lembra em quem depositou seu voto nas eleições gerais de 2022. De acordo com a pesquisa, mais de 40% dos moradores da capital baiana não conseguem recordar seus candidatos para os cargos de deputado estadual e senador.

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Essa amnésia eleitoral atinge 42% do eleitorado de Salvador quando o assunto é deputado estadual e senador. O número é ainda maior para o cargo de deputado federal, com 45% dos soteropolitanos sem recordar a sua escolha. Isso posiciona Salvador entre as capitais brasileiras onde a memória do eleitorado é menos “fresca” em relação aos seus representantes.

O esquecimento em detalhes por cargo

A pesquisa “Viver nas Cidades: Qualidade de Vida”, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Sesc-SP e executada pela Ipsos-Ipec, ouviu 3.500 internautas com 16 anos ou mais em dez capitais brasileiras. Os dados foram coletados entre 2 e 27 de dezembro de 2024 e divulgados em dezembro do ano passado, fornecendo um panorama claro sobre a recordação dos votos.

Deputado Estadual

Para o cargo de deputado estadual, apenas 35% dos entrevistados em Salvador se lembram do nome que escolheram. Outros 23% afirmaram que não votaram em 2022. No ranking do esquecimento, Salvador aparece em 3º lugar entre as capitais pesquisadas, com 42% das pessoas sem recordação. A cidade fica atrás somente de Belém (46%) e Fortaleza (44%). Em contrapartida, Goiânia (32% de esquecimento) e Porto Alegre (34%) mostram ter os eleitores com a memória mais aguçada.

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A média geral das dez capitais para a lembrança do voto em deputado estadual é de 39%. Salvador está abaixo dessa média, ocupando a 9ª posição no ranking das cidades com mais eleitores que se lembram, à frente apenas de Belém, que tem 33% de lembrança.

Deputado Federal

Quando o assunto é deputado federal, o cenário é ainda mais preocupante em Salvador. Apenas 34% dos soteropolitanos se lembram em quem votaram para a Câmara dos Deputados. Além disso, 22% dos eleitores da capital baiana declararam não ter votado para este cargo. Salvador divide a 1ª colocação com Belém no triste ranking das capitais com o maior índice de eleitores que não se recordam do seu voto para parlamentar federal.

O nível de esquecimento em Salvador para deputado federal é bem maior que a média geral das dez capitais, que ficou em 37%. Os 34% de recordação da capital baiana representam o menor índice de lembrança entre todas as cidades avaliadas.

Senador

Para o cargo de senador, a situação não é muito diferente. Somente 34% dos entrevistados em Salvador conseguem se lembrar de quem votaram. Isso coloca a capital baiana na 8ª colocação (empatada com Belém) entre as dez capitais no ranking de eleitores que se recordam do seu voto. O percentual de lembrança de Salvador está abaixo da média geral das capitais, que é de 38%.

No quesito esquecimento, Salvador aparece em 3º lugar entre as cidades com o maior índice de eleitores que não se lembram do seu voto para o Senado. Porto Alegre (48%) e Goiânia (46%) lideram a lista das cidades com maior recordação, enquanto Recife apresenta o menor índice, com apenas 33% de lembrança.

Como a pesquisa foi feita

Os pesquisadores fizeram 3.500 entrevistas online com moradores de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais (ABCDE), em Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. A amostra foi cuidadosamente elaborada com base em dados do Censo 2010, da PNADC 2022 e do Ipec Inteligência, garantindo a representatividade por sexo, idade, classe social e ocupação. A pesquisa possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro máxima estimada de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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