O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quinta-feira (20) a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que ficou aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no início de outubro. A publicação da nomeação ocorrerá em uma edição extra do Diário Oficial da União.
A escolha de Lula reflete a estratégia de seu terceiro mandato, marcada pela preferência por aliados de confiança no Judiciário, como demonstrado nas indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino para a Corte. Jorge Messias, visto como um leal articulador jurídico do governo, já era considerado o favorito desde o início do processo de seleção.
A confirmação da indicação aconteceu após um encontro entre Lula e Messias no Palácio da Alvorada. A assessoria de comunicação da Presidência emitiu um comunicado que anuncia a indicação e informa que o nome do advogado seguirá para sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes da votação em plenário.
A definição do novo ministro levou cerca de dois meses e foi marcada por disputas políticas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), liderou um grupo que pressionava para a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), enquanto diferentes grupos pediam maior representação feminina na Corte.
Segundo assessores, Lula seguiu o que chamaram de "tempo Lula": ouviu sugestões, considerou diferentes cenários e manteve o processo discreto para evitar conflitos. Reuniões com ministros do STF e consultas a Barroso e a Pacheco ajudaram a moldar a escolha. Já nesta semana, o presidente comunicou a Pacheco a sua decisão em favor de Messias.
Após a publicação da indicação, Jorge Messias enfrentará a sabatina na CCJ, onde sua trajetória e qualificações serão analisadas, antes de ser submetido à votação no plenário do Senado, onde necessita de maioria simples para sua confirmação.







