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Política

Jerônimo Rodrigues define escolha para o Tribunal de Contas da Bahia

A escolha de Jerônimo Rodrigues para o TCM-BA está influenciada por desdobramentos políticos e pode impactar partidos na Bahia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
04 de dezembro, 2025 · 03:10 1 min de leitura
Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), permanece sem definir a indicação para uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) desde agosto, aguardando desdobramentos políticos que possam influenciar sua escolha. A lista tríplice, que inclui os procuradores Guilherme Costa Macêdo, Aline Paim Monteiro do Rego e Camila Vasquez Gomes Negromonte, foi elaborada em decorrência da aposentadoria de Mário Negromonte, sogro de Camila e atual presidente do Progressistas na Bahia.

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A escolha precisa ser feita com cautela, pois a decisão do governador poderá alterar a situação de vários partidos, especialmente para Mário Negromonte Jr. Caso Camila seja indicada, seu futuro no PP poderá ser comprometido, tendo em vista as recentes movimentações políticas na Bahia. A nova federação formada entre o PP e o União Brasil, chamada de 'União Progressista', sinaliza um desconforto crescente com a base governamental do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados de Jerônimo Rodrigues manifestaram interesse em que Negromonte Jr. migre para o PSB, partido histórico do PT na Bahia, cujas negociações já estão em andamento. O apoio do governador e de líderes do partido pode facilitar esta transição.

A disputa pela vaga do TCM também deve considerar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 2010, que estipula que a escolha deve recair sobre um membro da carreira do Ministério Público junto ao TCM. A aposentadoria do conselheiro Paulo Maracajá trouxe à tona a possibilidade de um procurador de contas assumir o cargo, conforme comentou o conselheiro corregedor, Plínio Carneiro Filho.

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Com a expectativa de que o governador finalize sua escolha em breve, observa-se um cenário político frágil, com potencial para influenciar a composição da Corte de Contas e o posicionamento de diversas figuras políticas até as eleições de 2026.

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