O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi direto ao ponto neste domingo (5) durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) em Ribeira do Pombal: o Semiárido Nordeste II precisa de uma universidade federal, e esse deve ser um compromisso escrito no próximo programa de governo.
"Quando um povo tem escola, quando um povo tem universidade, é um povo que pensa, evolui e cresce. Por isso, temos que escrever no programa de governo o sonho de uma Universidade Federal do Nordeste", afirmou o governador durante o encontro.
A declaração veio acompanhada de um resgate histórico das dificuldades enfrentadas pela região. Jerônimo lembrou de um passado marcado por seca severa, alta mortalidade infantil e escassez de políticas públicas, e defendeu a educação como o principal instrumento de transformação social para o nordeste baiano.
A plenária reuniu os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Otto Alencar (PSD-BA), além de prefeitos, parlamentares e representantes da sociedade civil. Segundo informações divulgadas pelo governo estadual, lideranças de 18 municípios do território participaram da construção de propostas para o Programa de Governo Participativo.
O PGP é uma iniciativa promovida pelo PT e pelos partidos que apoiam a reeleição de Jerônimo Rodrigues. As plenárias percorrem os territórios de identidade da Bahia para colher demandas da população e transformá-las em compromissos de campanha e de gestão.
No encontro, foram discutidas prioridades para a região como ampliação do acesso à água, fortalecimento da agricultura familiar, expansão dos serviços de saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico. Segundo o governo estadual, mais de R$ 1,3 bilhão em ações já foram aplicados ou estão em andamento no Semiárido Nordeste II entre 2023 e março de 2026.
O Semiárido Nordeste II é um dos 27 territórios de identidade da Bahia e abrange municípios do nordeste do estado, com Ribeira do Pombal como principal polo regional. A região enfrenta desafios históricos ligados à seca, à pobreza e à baixa presença de equipamentos públicos de ensino superior.
A ausência de uma universidade federal na área é uma demanda antiga das comunidades locais. Hoje, o território conta com o Centro Territorial de Educação Profissional do Semiárido Nordeste II (CETEP), em Ribeira do Pombal, mas ainda não dispõe de instituição de ensino superior federal própria.
A defesa pública de Jerônimo pela universidade federal sinaliza que a pauta deve ganhar peso nas negociações com o governo federal ao longo de uma eventual nova gestão estadual, embora ainda não haja anúncio formal de projeto ou prazo para a criação da instituição.







