A Bahia acaba de dar mais um passo importante no setor de petróleo e gás. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) publicou portaria no Diário Oficial do Estado autorizando o início das operações da Brasil Refinos no Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Com o aval ambiental em mãos, a empresa deve dar a largada nas atividades ainda no primeiro semestre de 2026, segundo informações divulgadas pelo jornal A Tarde.
A unidade está instalada na Via Periférica I, no CIA Sul. Com 95% do progresso físico concluído, a empresa protocolou o pedido de Licença de Operação acompanhado de Relatório de Conformidade Ambiental e Plano de Monitoramento de Emissões. A concessão pelo Inema representa o passo final para que as máquinas entrem em operação.
O portfólio de produtos da nova refinaria é amplo. De acordo com a fonte original, a unidade vai produzir diesel S10, diesel 500, gasolina, solventes, parafina, nafta e óleos pesados — itens que abastecem tanto o mercado de combustíveis quanto a indústria química. A capacidade de produção é de 99.500 barris por ano de petróleo, conforme divulgado pelo A Tarde.
A fábrica também deve gerar um volume expressivo de empregos diretos e indiretos na região metropolitana de Salvador, embora o número exato ainda não tenha sido detalhado pela empresa.
A chegada da Brasil Refinos não está sozinha no cenário baiano. De acordo com dados do Painel Dinâmico da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o estado ganhará duas novas refinarias de petróleo e gás em 2026, localizadas em Simões Filho e Camaçari. A Dax Oil, em Camaçari, também deve ser inaugurada em 2026, com previsão de produzir 15.695 barris por dia.
A Dax Oil é a primeira refinaria de petróleo privada da Bahia e atua desde 2001 no Polo Industrial de Camaçari. Com a expansão em andamento, a empresa pretende ampliar sua capacidade de refino de forma significativa. Além dessas duas unidades, segundo informações divulgadas pelo A Tarde, a Stanley Oil está construindo uma refinaria em Alagoinhas, no Agreste baiano, com investimento previsto de R$ 500 milhões e expectativa de geração de 400 empregos na primeira fase.
No topo da cadeia de refino baiana segue a Refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves. A refinaria foi privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, e hoje é administrada pela Acelen, braço do conglomerado árabe Mubadala Capital. Com capacidade para processar entre 322 mil e 323 mil barris por dia, a unidade responde por cerca de 14% de toda a capacidade de refino do país, conforme dados da fonte original. A Petrobras reafirmou o interesse em recomprar a refinaria, e as negociações seguem em andamento.
Com novas plantas se somando à já robusta estrutura industrial da Região Metropolitana de Salvador, a Bahia avança para se consolidar como um dos principais polos de refino de petróleo do Brasil. O movimento reforça a capacidade do estado de atrair investimentos no setor energético e ampliar a geração de empregos na região.







