A Polícia Civil da Bahia identificou o suposto mandante da morte da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, executada a tiros dentro de casa, em Itororó, no dia 25 de julho. Segundo apuração da reportagem, o suspeito é cigano, tem 20 anos e mora em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, sendo apontado como uma das vítimas de um golpe milionário atribuído a um sobrinho da advogada.
De acordo com a apuração, o suspeito seria um dos credores lesados em um esquema de compra, locação e revenda de veículos aplicado pelo sobrinho da vítima nas regiões de Itabuna e Ilhéus, que teria causado prejuízo estimado em R$ 6 milhões. Para tentar reaver o valor perdido, ele teria encomendado a execução do sobrinho. Como o alvo não foi localizado, os executores passaram a vigiar e, por fim, mataram a advogada.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil, durante os desdobramentos da Operação Vendetta, deflagrada um dia antes para prender os envolvidos no crime. Em coletiva, o delegado Roberto Júnior, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), afirmou que o mandante pagou R$ 25 mil pela execução.
"O mandante é de Camaçari, está com a prisão decretada. Ele, através de um terceiro, que também está com a prisão decretada, efetuou a paga de R$ 25 mil, para que os outros quatro fossem fazer o levantamento e executar a advogada em Itororó", disse o delegado.
Ao todo, seis pessoas são investigadas pela participação no crime. Dois executores já foram presos: um policial militar da ativa, de 29 anos, e um monitor de ressocialização terceirizado, de 27 anos, com quem foi apreendida uma pistola calibre .38 TCP, carregadores e munições. Outros dois suspeitos seguem foragidos, assim como o mandante e um intermediário apontado como responsável por repassar o pagamento aos executores.
Segundo apurado pela polícia, o grupo saiu do município de Dias d'Ávila na noite anterior ao crime e chegou a Itororó na madrugada, quando invadiu a casa da vítima. Levantamentos sobre a rotina de Cláudia já haviam sido feitos em viagens anteriores dos suspeitos à cidade. Dois veículos usados na ação, um deles com placa adulterada, foram localizados e apreendidos pela polícia.
Cláudia Félix de Oliveira era prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha. As investigações continuam para localizar os suspeitos foragidos e reunir provas contra todos os envolvidos no crime.







