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Política

Feira de Santana: pedagoga relata abalo após importunação em condomínio

Vítima diz ter ficado com dificuldade para dormir após descobrir que era observada por vizinho

Redação ChicoSabeTudo
12 de agosto, 2026 · 07:43 2 min de leitura
Fachada de condomínio residencial no bairro Aviário, em Feira de Santana
Fachada de condomínio residencial no bairro Aviário, em Feira de Santana

Uma pedagoga que foi vítima de importunação sexual dentro do próprio condomínio, em Feira de Santana, contou que está com dificuldade para dormir e descreveu o episódio como um choque em sua rotina. O caso aconteceu na última sexta-feira (7), no bairro Aviário.

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"Estou muito abalada. Para mim foi um choque", disse a vítima ao portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. Ela relatou que nem percebeu a aproximação do suspeito e só soube do ocorrido por uma vizinha, que presenciou a movimentação e checou as imagens das câmeras de segurança do condomínio.

Os registros mostram o homem se aproximando da janela do quarto da pedagoga, abaixando-se para observar o interior do imóvel e fazendo movimentos nas partes íntimas. Segundo a vítima, ele entrou pela área da varanda, que não tem muro, e usou pequenas frestas na janela para ver o quarto por dentro.

A pedagoga afirmou que não tinha proximidade com o suspeito, apenas cumprimentos ocasionais, como fazia com outros moradores. A vizinha que flagrou a cena contou que a rua estava movimentada, com crianças brincando e carros passando, e também disse que não havia convivência entre a vítima e o investigado, morador próximo dela.

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Depois de ser avisada sobre o ocorrido, a pedagoga foi até a delegacia e registrou boletim de ocorrência. Ela também pediu medida protetiva contra o suspeito, deferida no domingo (9). A vítima afirmou esperar que o caso seja apurado e que o vizinho suspeito seja responsabilizado.

De acordo com as investigações, o homem circulou pela área diversas vezes antes de realizar o ato. O caso é apurado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Feira de Santana, comandada pela delegada Lorena Almeida, que confirmou o enquadramento como importunação sexual.

O Condomínio Ecoville, onde a pedagoga mora, informou em nota que, tão logo tomou conhecimento do episódio, tomou as medidas cabíveis para amparar a moradora e apoiar a apuração do caso. Segundo a administração, a condômina teve acompanhamento até a delegacia, e o material e os dados que o condomínio possuía foram encaminhados às autoridades responsáveis, com o cuidado de preservar a privacidade da vítima.

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A importunação sexual é crime previsto no artigo 215-A do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão, caso o ato não constitua crime mais grave.

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