Maria Nilza Gama, de 77 anos, foi presa novamente na quinta-feira (24) em Ribeira do Pombal, no interior da Bahia. Ela cumpria pena em prisão domiciliar por homicídio doloso no trânsito e havia sido flagrada deixando o imóvel onde deveria ficar recolhida, inclusive para frequentar locais públicos.
A ordem de prisão foi expedida pela Vara Criminal de Ribeira do Pombal e cumprida pela Polícia Civil. A prisão ocorreu na Rua Paraná, no centro da cidade, e Maria Nilza foi levada à Delegacia Territorial.
Maria Nilza foi condenada pelo Tribunal do Júri a 15 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado, por homicídio doloso. A Justiça reconheceu que ela foi responsável pela morte de Carlos de Souza e por lesão corporal grave contra José Antonio de Santana Costa, em um episódio de trânsito ocorrido em 2022. Segundo a acusação, ela teria atropelado propositalmente Carlos de Souza, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
O caso aconteceu na noite de 13 de novembro de 2022, na BR-410. Maria Nilza dirigia uma picape Hilux e colidiu com um Fiat Pálio e com uma moto Yamaha YBR conduzida por Carlos de Souza, que tinha 46 anos e morreu no local.
Um laudo pericial citado na decisão de julho apontou que o acidente foi causado pela condução de Maria Nilza, que teria colidido na traseira do veículo à frente e invadido a pista contrária. A Justiça também determinou o pagamento de pensão provisória de um salário mínimo à companheira da vítima.
Depois da condenação, Maria Nilza havia recebido o benefício da prisão domiciliar de forma excepcional, por causa da idade avançada e de condições de saúde. Mas a decisão que revogou o benefício apontou que ela descumpria as regras de forma reiterada, o que motivou o retorno ao regime fechado.







