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Política

EUA dizem na ONU que não irão ocupar Venezuela após captura de Maduro

Os Estados Unidos esclareceram à ONU que a captura de Nicolás Maduro em Caracas não significa uma ocupação da Venezuela, visando apenas "fugitivos e narcotraficantes".

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
05 de janeiro, 2026 · 19:24 1 min de leitura
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os Estados Unidos, por meio de sua representação na Organização das Nações Unidas (ONU), fizeram um pronunciamento claro esta semana: não vão ocupar a Venezuela. A declaração veio durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que foi convocada para discutir a recente ação norte-americana de capturar Nicolás Maduro em uma operação militar na capital venezuelana, Caracas.

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Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, fez questão de explicar que a iniciativa dos Estados Unidos não é uma "guerra contra o país ou sua população". Ele ressaltou que a operação tem como alvo "fugitivos e narcotraficantes", mencionando diretamente Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo Waltz, a ação visa tornar a região mais segura, responsabilizando Maduro pelos "crimes que cometeu contra a população norte-americana por 15 anos".

Entre as acusações detalhadas pelo embaixador, estão atos de terrorismo, assassinatos, extorsões e sequestros. Além disso, ele citou ataques a cidadãos dos EUA e ações que, na visão norte-americana, "desestabilizaram o hemisfério ocidental". A justificação é que essas medidas são essenciais para combater ameaças que afetam a segurança e a estabilidade regional.

A situação gerou repercussão internacional. O Brasil, por exemplo, expressou sua preocupação com a ação dos EUA na Venezuela. O embaixador brasileiro na ONU deixou claro que o país rejeita a criação de qualquer "protetorado" na região, defendendo a soberania venezuelana e a não intervenção.

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Enquanto isso, a defesa de Nicolás Maduro também se manifestou. Em uma audiência de custódia em um tribunal de Nova York, para onde foi levado após sua captura, Maduro declarou sua inocência.

Sou inocente, disse Maduro.

As declarações dos Estados Unidos na ONU buscam, portanto, diferenciar a operação de uma invasão de larga escala, focando na criminalização de indivíduos e na defesa de interesses de segurança, sem, aparentemente, o objetivo de controle territorial da Venezuela.

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