O vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), comunicou neste sábado (30) que está com pneumonia e precisará interromper suas atividades públicas por alguns dias. O anúncio foi feito pelo próprio político por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Lessa, os sintomas surgiram ainda durante a semana, quando uma forte gripe já havia levado ao cancelamento de compromissos. O quadro evoluiu até o diagnóstico de pneumonia, que motivou a recomendação médica de repouso completo.
"Fui diagnosticado com pneumonia e, por orientação médica, vou precisar ficar alguns dias em repouso para me recuperar completamente", declarou o vice-governador no comunicado.
Além das atividades presenciais, Lessa informou que também ficará temporariamente afastado das redes sociais durante o período de tratamento. Até o momento, não há previsão definida para o retorno à agenda pública.
O afastamento ocorre em um momento de intensa movimentação política no estado. Desde abril, Lessa selou aliança formal com o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), pré-candidato ao governo de Alagoas nas eleições de 2026. A parceria entre os dois não é novidade: em 2020, eles já estiveram juntos na disputa pela Prefeitura de Maceió, saindo vitoriosos.
Nas semanas que antecederam o afastamento, o vice-governador intensificou sua presença em eventos e encontros políticos ao lado de JHC, incluindo visita à sede do PDT em Maceió. Na ocasião, Lessa defendeu a necessidade de mudança no cenário político alagoano e criticou o que chamou de "hegemonia do MDB" no estado.
No comunicado sobre a saúde, Lessa agradeceu as mensagens recebidas de apoiadores e aliados após tornar público o diagnóstico. "Se Deus quiser, em breve estarei de volta. Obrigado pelo carinho, pelas mensagens e pelas orações", afirmou.
Não foi este o primeiro episódio de saúde que afastou Lessa de suas funções. Em abril de 2025, o governo de Alagoas informou que ele estava em São Paulo para tratamento de uma cefaleia crônica, em procedimento já programado. Agora, a pausa se dá de forma inesperada, em meio a uma agenda eleitoral que ele mesmo vinha construindo nos últimos meses.







