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PI 6308
Política

Candidatos irmãos são investigados após apreensão milionária no Pará

Vereador e deputado estadual são suspeitos; dinheiro pode ter saído de empresa da mãe deles com contratos públicos

Redação ChicoSabeTudo
17 de setembro, 2026 · 18:36 2 min de leitura

A Polícia Federal investiga dois candidatos a deputado no Pará por suspeita de participação em esquema de compra de votos. A apuração começou depois que duas pessoas foram presas em flagrante na quarta-feira (16), em Belém, ao saírem de uma agência bancária com R$ 2,5 milhões em espécie.

O dinheiro estava dentro de um carro blindado quando as prisões aconteceram. Os candidatos investigados são o vereador João Coelho, do PDT, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa, e o deputado estadual Adriano Coelho, do MDB, que concorre a uma cadeira na Câmara Federal. Os dois são irmãos e não foram presos na operação.

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Segundo reportagem do UOL, a suspeita é de que o dinheiro sacado tenha saído de contas da empresa Lastro Projetos e Construção Civil, que mantém contratos com o governo do Pará. A proprietária da empresa é Diana Coelho, mãe dos dois candidatos. Ainda de acordo com a reportagem, a Lastro recebeu R$ 27 milhões em repasses do governo estadual desde 2024, incluindo um pagamento de R$ 4 milhões da Secretaria de Educação pouco mais de uma semana antes do saque.

A investigação teria começado a partir de uma denúncia anônima que apontava movimentação de uma quantia milionária supostamente desviada da área da educação para financiar a campanha de familiares dos suspeitos, ainda segundo o UOL.

A Coluna Olavo Dutra identificou, em documento bancário citado na reportagem, que Diana Helena Morais Albuquerque é a representante legal da Lastro e mãe de Adriano Coelho. A publicação apontou que a empresa tem histórico de contratos com órgãos públicos do Pará, entre eles um contrato de manutenção predial de R$ 1.138.030,84 firmado em 2023 com o Corpo de Bombeiros Militar do estado, além de serviços prestados à rede estadual de educação em 2024. A mesma reportagem ressalvou que a existência desses contratos não configura, por si só, indício de irregularidade.

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A Assembleia Legislativa do Pará também registra que Adriano Coelho participou da criação do Instituto Diana Coelho, em parceria com o irmão João Coelho.

A Polícia Federal suspeita que os recursos apreendidos seriam destinados ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores. Segundo a Revista Oeste, os dois políticos não foram presos e ambos disputam cargos nas eleições de outubro de 2026.

Candidatos, empresários envolvidos e o governo do Pará foram procurados pela reportagem do UOL, mas não haviam respondido até a publicação da matéria. Não foi localizada, até o momento, nota oficial da Polícia Federal sobre a apreensão.

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