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Política

Banco da Inglaterra alerta sobre bolha na inteligência artificial

Banco da Inglaterra alerta para riscos de bolha na inteligência artificial, propondo redução nas exigências de capital dos bancos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
02 de dezembro, 2025 · 16:19 1 min de leitura
(Imagem: khunkornStudio / Shutterstock)
(Imagem: khunkornStudio / Shutterstock)

O Banco da Inglaterra (BoE) alertou para os riscos de uma possível bolha no setor de inteligência artificial (IA) em um relatório de estabilidade financeira publicado recentemente. A instituição destacou que as avaliações das grandes empresas de tecnologia estão se aproximando dos níveis mais altos registrados desde a crise financeira de 2008, enquanto os preços das ações nos Estados Unidos remetem ao período pré-estouro da bolha da internet.

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No relatório, o BoE enfatizou que os preços das ações de empresas de IA estão "particularmente elevados" e que o setor poderá movimentar mais de US$ 5 trilhões em investimentos em infraestrutura nos próximos anos, a maior parte financiada por dívidas. Essa dependência da dívida eleva a vulnerabilidade do mercado a uma possível correção abrupta.

Organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também expressaram preocupações semelhantes sobre a instabilidade econômica decorrente do crescimento acelerado da IA.

Para mitigar os riscos, o Banco da Inglaterra anunciou uma redução no volume de capital exigido dos bancos comerciais, o que representa a primeira diminuição desde 2008. A nova exigência de capital cairá de 14% para 13%, a partir de 2027, com o objetivo de expandir a oferta de crédito e apoiar a atividade econômica.

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O BoE ressaltou que, de acordo com seus testes de estresse, o sistema financeiro se mostrou capaz de resistir a cenários severos, incluindo o aumento do desemprego e a queda significativa nos preços dos imóveis. O relatório também aborda riscos relacionados a tensões geopolíticas e aos crescentes custos de empréstimos públicos.

A projeção do Banco indica que cerca de 3,9 milhões de mutuários precisarão refinanciar suas hipotecas até 2028, sendo que muitos enfrentarão um aumento nas parcelas devido às altas taxas de juros.

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