A Polícia Civil da Bahia realiza nesta sexta-feira (7) o Dia D da Operação Por Elas, mutirão que reúne delegados de diversas unidades da instituição em todo o estado para acelerar a conclusão e o envio de inquéritos sobre violência doméstica e familiar contra a mulher. A mobilização é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).
O foco da ação está nos chamados crimes da fase pré-feminicídio, que incluem situações de ameaça, agressão física, perseguição insistente, abuso psicológico e violação de medidas protetivas de urgência. A ideia é acelerar as investigações e cobrar a responsabilização dos suspeitos antes que a violência evolua para desfechos mais graves.
Em Salvador, equipes das delegacias especializadas se reúnem na Academia de Polícia Civil (Acadepol) para examinar as conclusões dos inquéritos antes de enviá-los ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, o que deve garantir maior efetividade à persecução penal.
Para a diretora do DPMCV, delegada Juliana Fontes, cada procedimento concluído representa uma chance de interromper a escalada da violência e proteger vidas. "A Operação Por Elas demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação integrada, celeridade e compromisso", afirmou a delegada, que também destacou que cada inquérito remetido fortalece a responsabilização do agressor e amplia as possibilidades de romper o ciclo de violência.
A Operação Por Elas integra o conjunto de ações que a Polícia Civil da Bahia desenvolve durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a violência contra a mulher. Nas últimas semanas, a corporação também levou delegacias móveis a estações do metrô de Salvador e lançou a campanha do Vagão Feminino em parceria com a CCR Metrô Bahia, ações que buscam aproximar o serviço especializado da população e estimular a denúncia.
Segundo dados levantados pela reportagem, a Polícia Civil registrou 51 casos de feminicídio na Bahia entre janeiro e julho deste ano, número que reforça a urgência de operações voltadas à fase que antecede esse tipo de crime. A instituição reafirma que a prioridade é romper o ciclo de violência antes que ele chegue ao ponto mais grave, com investigação qualificada e resposta rápida às vítimas.







