Pelo menos 17 bancos, financeiras e cooperativas com sede na Bahia já precisaram de uma intervenção dura do Banco Central (BC) para não quebrar de vez. A lista, que cobre o período de 1975 a 2019, inclui nomes que eram muito conhecidos dos baianos, como o antigo Banco Econômico e o Baneb.
Essa medida drástica acontece quando a instituição financeira se enrola em dívidas, administra mal o dinheiro e coloca em risco o sistema e a grana dos clientes. O BC entra em campo para botar ordem na casa, podendo afastar os donos e até iniciar o processo para fechar a empresa.
Um dos casos mais famosos foi o do Banco Econômico. Fundado em Salvador, ele sofreu intervenção em 1995 por problemas de caixa, má gestão e falta de patrimônio para cobrir os rombos. Anos depois, o banco foi finalmente adquirido por outra instituição, encerrando um longo processo de liquidação.
Outro gigante que entrou na lista foi o Banco do Estado da Bahia, o Baneb. Em 1999, ele foi privatizado e comprado pelo Bradesco. Várias empresas que faziam parte do grupo, como sua financeira e a de crédito imobiliário, também passaram pelo mesmo processo de intervenção.
Mas não foram só os grandes que caíram. A lista do Banco Central também mostra corretoras de câmbio e cooperativas de crédito, como a Cooperativa de Crédito Rural de Itapetinga, provando que a fiscalização atinge empresas de todos os portes quando há irregularidades.
Segundo o Banco Central, todos esses 17 processos na Bahia já foram encerrados. O levantamento vem à tona em um momento em que o escândalo nacional do Banco Master reacende o debate sobre a segurança e a fiscalização do sistema financeiro no país.







