O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deu um basta e exigiu que a rede de supermercados Mercantil Rodrigues, do grupo Cencosud, adote uma série de medidas contra o racismo. A ordem veio depois que um cliente denunciou ter sido vítima de discriminação por funcionários da loja.
A decisão, assinada pela promotora Lívia Maria Santana, é resultado de uma investigação sobre o caso. O MP-BA quer combater o que chama de "racismo institucional", que é quando a própria estrutura de uma empresa, mesmo sem querer, acaba tratando as pessoas de forma desigual por causa da cor da pele.
Uma das principais ordens é a criação de um programa de letramento racial para todos os funcionários, dos caixas aos gerentes, com foco especial na equipe de segurança. A empresa tem 180 dias para colocar o treinamento em prática e precisa comprovar tudo ao Ministério Público.
Além disso, o supermercado terá 120 dias para revisar suas regras de abordagem e vigilância. O objetivo é claro: proibir que clientes sejam vigiados ou abordados com base em sua aparência, cor da pele ou condição social. As abordagens devem ser feitas com respeito e baseadas em fatos concretos.
A lista de exigências não para por aí. A empresa também precisa melhorar e divulgar seus canais para denúncias, garantindo que tanto clientes quanto funcionários possam relatar casos de discriminação de forma segura. Cartazes informando que racismo é crime também deverão ser fixados em locais visíveis nas lojas.
O Mercantil Rodrigues tem agora 30 dias para informar oficialmente ao MP-BA se vai acatar a recomendação. Caso aceite, terá que cumprir todos os prazos estabelecidos para implementar as mudanças e provar que está combatendo o racismo em suas unidades.







