O plano do PSB para crescer na Bahia e eleger mais deputados este ano está por um fio. Nomes que eram dados como certos para se filiar ao partido de Lídice da Mata agora estão repensando a jogada, criando uma crise nos bastidores da política baiana.
Um dos principais motivos do freio nas negociações foi a saída de Bebeto Galvão, um quadro histórico do partido, que se mudou para o PSD. Com a saída dele, a conta para eleger deputados federais ficou mais difícil de fechar, o que desanimou pré-candidatos como o deputado estadual Vitor Bonfim (PV), que já tinha sua filiação quase certa.
Para complicar ainda mais o cenário, o Podemos, partido da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ameaça romper com o governo. Essa instabilidade gera um efeito dominó, deixando outros políticos e partidos aliados inseguros sobre qual caminho seguir.
A confusão no Podemos começou quando a presidente nacional da legenda, Renata Abreu, iniciou conversas para entregar o comando do partido na Bahia ao senador Angelo Coronel (PSD). A movimentação pode mudar todo o alinhamento da sigla e causar um racha na base governista.
Essa fraqueza já trouxe consequências práticas. O Podemos tentou filiar o deputado Bacelar (PV), mas ele recusou o convite, alegando que o partido não tinha força suficiente dentro do governo. A legenda também perdeu seu único deputado estadual, Laerte do Vando, que foi para o Avante.
No meio desse fogo cruzado, um grupo de quatro deputados que deixou o PP – Niltinho, Hassan, Antônio Henrique Jr. e Eduardo Salles – segue sem destino. Toda essa bagunça no PSB e no Podemos também afeta a decisão deles, que buscam um novo partido para disputar as eleições.







