A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, disse que a preocupação de parte dos motoristas com a diminuição do espaço para carros nas obras da Avenida Lafayette Coutinho, conhecida como Avenida Contorno, em Salvador, não corresponde à realidade. A declaração foi dada nesta terça-feira (8), durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar.
Segundo Tânia, várias vias da cidade têm faixas mais largas que o necessário, chegando a até 4 metros. Ela afirmou que essa folga contribui para a percepção de que o projeto reduziria a área destinada aos veículos.
“Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros”, declarou.
Segundo Tânia, um carro de passeio precisa de 2,90 metros, e o projeto utiliza aproximadamente 3 metros para esse tipo de veículo. Para ônibus, a medida prevista é de 3,30 metros.
“Um carro de passeio, ele só precisa de 2,90m, então a gente usa mais ou menos 3 metros [...] e 3,30m para o ônibus, isso é mais do que o suficiente. Então, quando a gente tira alguma coisa e coloca no passeio, a gente não está reduzindo a área do carro de veículo”, afirmou.
Tânia também comparou a Contorno com a Avenida Paralela. Segundo ela, as faixas da Paralela têm 2,85 metros, e os carros circulam a 80 km/h. Na Contorno, a velocidade média informada por ela fica entre 50 km/h e 60 km/h.
As obras incluem mudanças no calçadão e na circulação de pedestres. O projeto prevê a retirada de parte da mureta existente, a ampliação e o nivelamento do passeio, além da implantação de uma ciclovia. Também estão previstos pontos de contemplação voltados para a Baía de Todos-os-Santos.
As fontes disponíveis não confirmam atuação conjunta da Transalvador e da Semob nas obras.







