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Política

Onze diretores da PF pedem saída após afastamento de Andrei

Cúpula da Polícia Federal apoia diretor-geral afastado por decisão do ministro André Mendonça, do STF

Redação ChicoSabeTudo
09 de setembro, 2026 · 06:20 2 min de leitura

Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição nesta terça-feira (8) em apoio ao diretor-geral Andrei Rodrigues, afastado da função por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

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A medida atinge também Leandro Almada, diretor de Inteligência da corporação, afastado preventivamente do cargo. Segundo a Agência Brasil, a carta assinada pelos diretores expressou apoio tanto a Andrei Rodrigues quanto a Leandro Almada.

No documento, o grupo classificou as acusações contra a direção da PF como sem fundamento e rejeitou qualquer ideia de atuação "não republicana". Os diretores afirmaram ainda, segundo a Agência Brasil, que narrativas ligadas a interesses político-eleitorais não apagam a trajetória profissional da equipe.

"Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana", diz trecho da carta, conforme a Agência Brasil.

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Os cargos foram colocados à disposição do diretor-executivo William Marcel Murad, que assumiu a direção-geral de forma interina e ainda vai decidir se aceita os pedidos de saída. Murad afirmou, segundo a agência de notícias americana AP, que a direção da PF mantém plena confiança em Andrei Rodrigues.

A decisão de Mendonça atendeu a um pedido do partido Novo. O ministro alegou que ao menos seis relatórios de inteligência tendo-o como alvo foram produzidos entre 3 e 31 de agosto de 2026, o que caracterizaria monitoramento sistemático por mais de 30 dias.

O caso foi levado à Segunda Turma do STF, que formou maioria parcial de três votos a favor da manutenção do afastamento — os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o entendimento de Mendonça. O julgamento, porém, foi suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, e Dias Toffoli ainda não havia votado até a publicação desta matéria.

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A Advocacia-Geral da União informou que vai recorrer da decisão. Segundo a AP, a AGU argumenta que Mendonça não teria competência para decidir sozinho quem comanda a Polícia Federal e classificou a medida como grave lesão à ordem pública e administrativa.

A Polícia Federal não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até o momento da publicação das reportagens consultadas.

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