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Política

ALE aprova projeto que obriga transparência de preços na Black Friday em Alagoas

Proposta do deputado Alexandre Ayres (MDB) exige que lojistas divulguem o preço original dos produtos antes do desconto; texto ainda precisa de mais dois turnos antes de virar lei.

Redação ChicoSabeTudo
09 de junho, 2026 · 20:59 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou, em primeiro turno, o projeto de lei ordinária nº 1194/2024, que estabelece regras de conduta para estabelecimentos comerciais durante a temporada de Black Friday. A votação ocorreu na sessão ordinária desta terça-feira, 9 de junho, durante a qual os parlamentares analisaram 28 itens na pauta.

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A proposta é de autoria do deputado Alexandre Ayres (MDB), advogado e ex-secretário de Saúde de Alagoas. O objetivo declarado no texto é criar um ambiente de legalidade e respeito mútuo entre lojistas e consumidores durante o período de promoções, que ocorre habitualmente em novembro.

Com a aprovação, os estabelecimentos que aderirem à Black Friday ficam obrigados a fornecer informações verdadeiras, corretas, claras e inequívocas sobre os produtos ou serviços em promoção. A exigência recai especialmente sobre o preço praticado antes da aplicação do desconto — justamente a informação que costuma ser omitida ou distorcida nas chamadas "maquiagens" de preço.

A prática de inflar artificialmente o valor original de um produto para simular um desconto maior é um dos problemas mais recorrentes nas edições da Black Friday no Brasil. Desde que a data chegou ao país, em 2010, as queixas de consumidores sobre falsas promoções se tornaram frequentes nos órgãos de defesa do consumidor.

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Iniciativas legislativas semelhantes tramitam ou já foram aprovadas em outros estados. Em Goiás, a Assembleia também votou, em primeiro turno, projeto parecido, que veda expressamente "o aumento falso dos preços para valorização ilusória do desconto". O movimento em diferentes estados reflete uma demanda crescente por regulação mais específica para datas comerciais de grande volume.

Vale lembrar que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) já determina que as informações sobre produtos e serviços devem ser corretas, claras e objetivas, incluindo preço e condições de pagamento. No entanto, a ausência de normas setoriais voltadas especificamente para a Black Friday deixava lacunas na fiscalização.

Na justificativa do projeto, Alexandre Ayres argumenta ser indispensável que os lojistas adotem condutas adequadas, sobretudo em períodos de grande movimentação comercial, quando o risco de práticas abusivas é mais elevado.

O projeto, porém, ainda tem um longo caminho antes de entrar em vigor. Segundo informações da ALE, a proposta precisa passar por mais um turno de discussão e outro de votação no plenário, para só então ser encaminhada ao Poder Executivo para sanção ou veto. Enquanto isso, os consumidores alagoanos seguem contando apenas com o CDC e com as ferramentas de comparação de preços disponíveis na internet.

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