O deputado federal Capitão Alden (PL) anunciou que pretende representar na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) contra o coronel Wildon Teixeira, comandante do Policiamento da Região Norte (CPR-N). O anúncio ocorreu após críticas relacionadas a um vídeo gravado em Juazeiro.
Alden divulgou imagens de pichações encontradas em uma quadra pública e em outros pontos da cidade. Segundo o deputado, as inscrições fariam referência a organizações criminosas. Moradores ouvidos durante a gravação confirmaram a situação mostrada, conforme as fontes consultadas.
Wildon reagiu às declarações de Alden e do candidato Soldado Luan Matos. O comandante afirmou que a postura ultrapassava o debate político e a classificou como “coisa de moleque”. Também disse sentir vergonha de integrantes da própria corporação adotarem esse tipo de atitude e pediu desculpas à população de Juazeiro.
Na resposta, Alden afirmou que pretende cobrar providências independentemente da patente do oficial. Ele também disse que levará o caso à Corregedoria e cobrará providências do Governo do Estado. A intenção de apresentar a representação foi confirmada pelas fontes, mas não há informação de que o documento já tenha sido protocolado.
Segundo a RedeGN, Alden ainda contestou as críticas do comandante e defendeu que a Polícia Militar pertence à população baiana. As expressões “covardia” e “palhaçada” aparecem na pauta inicial como avaliação atribuída por Wildon à atuação do deputado, mas a cobertura local localizada registra diretamente a expressão “coisa de moleque”.
Não foi localizada manifestação oficial da PM-BA, da Corregedoria-Geral da corporação ou do Governo do Estado sobre a representação anunciada.
O episódio ocorre em meio a declarações anteriores de Wildon sobre a segurança em Juazeiro. O coronel apontou dificuldades no combate ao tráfico relacionadas à vulnerabilidade de crianças e adolescentes, à reincidência de suspeitos e ao sistema prisional.
Segundo reportagem sobre o tema, Wildon afirmou que cerca de 11 mil crianças e adolescentes estariam fora das escolas no início da gestão do prefeito Andrei Gonçalves. Ele também citou o Rio São Francisco e ilhas da região como áreas que podem favorecer o tráfico e o plantio de maconha.
O comandante disse que as forças de segurança intensificaram a erradicação de plantações. Conforme a mesma reportagem, quase 1 milhão de pés de maconha foram erradicados no ano anterior, e a corporação se aproximaria novamente desse número em 2026. Wildon também afirmou que há suspeitos presos três, quatro, cinco e até dez vezes. O presídio de Juazeiro abriga cerca de 1.730 internos, segundo a matéria.







