A Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou o projeto de lei ordinária nº 1410/2025, que autoriza o governo estadual a criar o programa Sisteminha Alagoano de Produção Sustentável. A iniciativa é de autoria da deputada estadual Fátima Canuto (MDB) e transforma em política pública uma tecnologia social desenvolvida pela Embrapa que já foi adotada em 14 estados brasileiros.
O modelo une, em uma mesma propriedade, a criação de peixes em tanques, galinheiro, horta com pomar, e sistema de compostagem. Tudo funciona de forma integrada: a água do tanque irriga as plantas, e os resíduos orgânicos viram adubo. O resultado é produção diversificada de alimentos com baixo custo, voltada tanto para o consumo familiar quanto para geração de renda com a venda do excedente.
O Sisteminha Embrapa é uma tecnologia social voltada para a agricultura familiar e para a produção de alimentos em pequenos espaços, como quintais rurais, periurbanos e urbanos, garantindo a segurança alimentar e nutricional de famílias de baixa renda de forma sustentável e com baixo custo. O sistema foi pensado para combater a fome e garantir uma alimentação completa, com proteínas e carboidratos de origem animal e vegetal, suficiente para até cinco pessoas, respeitando as recomendações nutricionais da OMS.
A geração de renda também é um dos pontos centrais do modelo: os produtos excedentes, como ovos, hortaliças e composto orgânico, podem ser comercializados, criando novas fontes de renda para a família. Segundo informações divulgadas pela fonte, o programa em Alagoas aposta ainda na economia circular e na integração de diferentes culturas agrícolas e de subsistência.
Com a aprovação na Assembleia, o Poder Executivo estadual fica autorizado a estruturar e expandir o programa para comunidades de baixa renda no campo e nas periferias urbanas. A deputada Fátima Canuto destacou que o objetivo é "fortalecer a segurança alimentar, gerar renda e garantir autonomia" para as famílias alagoanas.
Além do avanço legislativo, a parlamentar também assegurou recursos financeiros para o município de Atalaia. Segundo informações divulgadas pela fonte, por meio de uma emenda impositiva no valor de R$ 200 mil, será realizada a reforma completa da sede do Sindicato Rural de Atalaia. Com a reestruturação, os trabalhadores rurais da região voltarão a ter acesso local à emissão de documentos agrários, suporte jurídico e contábil, e à defesa de seus interesses de classe.
Ainda de acordo com as informações da fonte, a reforma também abre caminho para uma parceria com o Sistema FAEAL (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas). Com a nova estrutura, o município passará a sediar mais de 60 cursos técnicos e sociais, voltados à capacitação da mão de obra local e à ampliação das oportunidades de emprego e renda no campo.
A tecnologia do Sisteminha já foi adotada em 14 estados brasileiros e 8 países africanos. A versão alagoana do programa se soma a esse histórico e representa uma aposta no desenvolvimento rural sustentável em um estado marcado por altos índices de insegurança alimentar.







