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OpenAI Projeta Receita De US$ 20 Bilhões Em 2025 Com Foco Em IA Prática

OpenAI projeta receita de US$ 20 bilhões em 2025, um salto enorme de 2024. Com foco em IA prática em 2026 e investimentos massivos, a empresa mira na automação de tarefas e até em hardware físico para o ChatGPT.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
20 de janeiro, 2026 · 11:28 3 min de leitura
(Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock)
(Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock)

A OpenAI, empresa por trás do popular ChatGPT, está com os cofres cheios e planos ambiciosos para o futuro. A expectativa é que a receita anual da companhia ultrapasse a impressionante marca de US$ 20 bilhões em 2025, o que equivale a cerca de R$ 108 bilhões. Esse valor representa um salto significativo em relação aos US$ 6 bilhões (R$ 32,3 bilhões) registrados em 2024.

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Os números foram revelados por Sarah Friar, diretora financeira da startup, em um texto publicado no site oficial da OpenAI. Segundo ela, esse crescimento financeiro acompanha um aumento considerável na capacidade computacional da empresa, que pulou de 0,6 GW para 1,9 GW. Para dar uma ideia, 1 GW é o suficiente para abastecer anualmente cerca de 800 mil casas nos Estados Unidos, de acordo com análises da CNBC.

Além do aumento da capacidade, a OpenAI celebra recordes de usuários. A empresa reportou, até o final do ano passado, mais de 800 milhões de usuários ativos semanais, mostrando a crescente popularidade de seus serviços, que hoje incluem texto, imagens, voz, código e APIs (interfaces de programação de aplicativos).

A Revolução dos Agentes de IA e o Foco em 2026

O futuro da OpenAI, na visão de Sarah Friar, está nos chamados "agentes de IA" e na automação de tarefas. A próxima fase de desenvolvimento prevê sistemas que funcionam de forma contínua, mantendo o contexto ao longo do tempo e realizando ações em diversas ferramentas. Para as pessoas, isso significa ter uma inteligência artificial que pode gerenciar projetos, coordenar planos e executar tarefas. Para as empresas, a IA se transformará em uma camada operacional essencial para o trabalho intelectual.

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O grande foco para 2026 é a "adoção prática" dessas tecnologias. A diretora financeira da OpenAI destaca que há uma oportunidade enorme e imediata em setores como saúde, ciência e negócios. A ideia é que a IA passe de uma novidade para uma ferramenta de uso diário, consolidando sua presença em diversas áreas da vida.

"À medida que esses sistemas passam da novidade ao hábito, o uso se torna mais profundo e persistente. Essa previsibilidade fortalece a viabilidade econômica da plataforma e sustenta o investimento a longo prazo."

— Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI

Essa fala da executiva parece ser um recado ao mercado, que às vezes teme uma possível "bolha" no setor de tecnologia. A OpenAI, assim como outras gigantes da IA, está investindo bilhões em novos data centers para alimentar suas inteligências artificiais. A empresa planeja um investimento maciço de cerca de US$ 1,4 trilhão nos próximos oito anos em acordos de infraestrutura com empresas como Cerebras, Nvidia, AMD e Broadcom.

Apesar de projetar perdas operacionais de cerca de US$ 74 bilhões até 2028 (com lucro previsto apenas para 2030), o CEO Sam Altman se mostra confiante. Ele já havia afirmado no X (antigo Twitter) a expectativa de um crescimento para centenas de bilhões de dólares em receita até 2030, reforçando que "cada duplicação representa muito trabalho!".

Novidades para o ChatGPT e Além

Para expandir seu modelo de negócios, a OpenAI está testando a inclusão de anúncios no ChatGPT, começando pelos Estados Unidos. Esses anúncios serão links patrocinados relacionados ao contexto das conversas e aparecerão para usuários da versão gratuita ou do plano ChatGPT Go.

Olhando ainda mais para o futuro, a OpenAI pode entrar no mercado de hardware. O chefe global de políticas públicas da empresa, Chris Lehane, indicou que o desenvolvimento de um "ChatGPT físico" está avançado, resultado da parceria com a io, empresa do ex-designer da Apple Jony Ive. Um lançamento oficial pode acontecer já no segundo semestre de 2026, sinalizando a ambição da OpenAI de ir além do software e integrar a IA ao mundo físico.

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