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Músculo artificial da UNIST alterna rigidez e suporta 5 kg

Músculo artificial da UNIST alterna entre estados macio e rígido e suporta 5 kg — cerca de 4.000 vezes sua massa de 1,25 g, com atuação programável.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
17 de outubro, 2025 · 22:17 2 min de leitura
Novo androide tem músculos artificiais (Imagem: Reprodução/YouTube/TheAIGRID)
Novo androide tem músculos artificiais (Imagem: Reprodução/YouTube/TheAIGRID)

Uma equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (UNIST), na Coreia do Sul, apresentou um músculo artificial capaz de mudar sua rigidez e combinar força com elasticidade. O componente alterna entre um estado macio e flexível e outro duro e resistente, buscando superar limitações comuns da robótica leve.

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O trabalho foi liderado pelo professor Hoon Eui Jeong, do Departamento de Engenharia Mecânica da UNIST. O resultado é um atuador que integra força e elasticidade em um único compósito, permitindo que peças pequenas suportem carga sem perder a capacidade de se mover quando preciso.

Como funciona

O material baseia‑se numa matriz polimérica cuja rigidez pode ser ajustada. Nessa matriz foram incorporadas micropartículas magnéticas com superfícies funcionalizadas. Em termos práticos, as partículas respondem a comandos magnéticos, o que permite enrijecer ou amolecer o compósito de forma reversível e até programável — ou seja, é possível mandar o componente ficar rígido para suportar peso e, depois, voltar a ser flexível para recuperar mobilidade.

A seguir, os principais números que os pesquisadores divulgaram:

  • 1,25 grama — massa do atuador testado.
  • 5 quilogramas — carga suportada pelo atuador, equivalente a cerca de 4.000 vezes sua própria massa.
  • Alongamento de 12 vezes — quando em estado amolecido.
  • Taxa de deformação de 86,4% — mais do que o dobro dos ~40% atribuídos aos músculos humanos.
  • Densidade de trabalho de 1.150 kJ/m³ — cerca de 30 vezes a do tecido humano.
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Essas características abrem portas para aplicações em robôs leves, dispositivos vestíveis e interfaces homem‑máquina. Inclusive, centros de pesquisa e empresas na Bahia que atuam com automação e tecnologia assistiva já demonstraram interesse nos avanços.

Os autores ressaltam que a capacidade de modular a rigidez de forma reversível e de reprogramar a atuação é essencial para testes em protótipos e para a integração em aplicações práticas. Ainda haverá etapas adicionais de testes e desenvolvimento antes de uma eventual adoção comercial — mas os resultados iniciais mostram um caminho promissor.

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