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Julgamento histórico nos EUA pode responsabilizar redes sociais por saúde mental

Um julgamento nos EUA pode mudar a forma como Meta e Google são vistas, responsabilizando-as por danos à saúde mental de jovens nas redes sociais. O caso gera debates sobre direitos digitais e limites da tecnologia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
30 de janeiro, 2026 · 00:54 2 min de leitura

Um julgamento que acontece no Tribunal Superior da Califórnia, nos Estados Unidos, está gerando grande expectativa no mundo da tecnologia e do direito digital. O caso envolve gigantes como Meta e Google, acusadas de contribuir para o aumento de danos à saúde mental de jovens através de suas plataformas, Instagram e YouTube.

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A decisão deste processo pode criar um precedente legal poderoso, capaz de mudar a forma como essas empresas são responsabilizadas, não só nos EUA, mas em várias outras partes do mundo, inclusive aqui no Brasil. A discussão central é se as plataformas digitais devem ser responsabilizadas pelos impactos que seus algoritmos e designs têm na vida dos usuários mais jovens.

No programa “Seu Direito Digital” do Olhar Digital News, o consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga sempre traz à tona os principais dilemas jurídicos no setor de tecnologia, ajudando a entender a complexidade dessas questões. A responsabilidade das redes sociais é apenas uma das muitas fronteiras que o direito precisa explorar.

A espionagem na “Guerra do Delivery”

Outro tema que levanta sérias dúvidas sobre os limites éticos e legais na coleta de dados é a chamada “Guerra do Delivery”. Empresas como iFood, 99Food e Keeta, que atuam no mercado brasileiro, se declararam vítimas de espionagem. Consultorias com base na China estariam buscando informações confidenciais e estratégicas dessas companhias. A pergunta que fica é: onde termina uma pesquisa de mercado legítima e onde começa a coleta indevida de dados corporativos valiosos?

Robotáxi e a questão da responsabilidade

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Avançando na tecnologia, os veículos autônomos também trazem seus próprios desafios legais. Recentemente, um robotáxi da Waymo se envolveu em um acidente na Califórnia, nos Estados Unidos. O veículo atingiu uma criança perto de uma escola primária, justamente no horário de entrada e saída dos alunos. Em situações como essa, envolvendo um carro 100% autônomo, a lei precisa definir claramente quem arca com a responsabilidade legal pelo incidente.

Todos esses casos sublinham a importância de entender e discutir as fronteiras do direito digital. Seja na saúde mental de jovens nas redes sociais, na proteção de dados comerciais ou na segurança dos veículos autônomos, a tecnologia avança rapidamente, e as leis precisam acompanhar para garantir a justiça e a segurança de todos.

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