O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, em 14 de setembro de 2026, que vai procurar a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para apurar a divulgação de informações falsas sobre a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026). Segundo o instituto, uma publicação nas redes sociais espalhou a ideia de que o levantamento serviria para criar um banco de DNA estatal.
O IBGE afirmou que isso não corresponde à realidade. De acordo com o instituto, o sangue e a urina recolhidos durante a pesquisa são usados "exclusivamente para os objetivos de pesquisa" e depois "serão descartados ao final".
A PNS 2026 é a terceira edição do levantamento e é feita em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde. A coleta de dados começou em julho de 2026 e segue por diversas regiões do país, com a meta de visitar cerca de 140 mil domicílios para levantar informações sobre hábitos de vida e acesso a serviços de saúde.
Além das entrevistas, agentes do IBGE também medem peso, altura e pressão arterial de parte dos moradores selecionados. Já a coleta de sangue e urina é feita por profissionais qualificados e, segundo o instituto, deve abranger entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais. Essa etapa faz parte de exames que avaliam, entre outros indicadores, glicose, colesterol e creatinina na população.
O instituto não detalhou, nas informações repassadas, se essa fase de coleta de sangue e urina chega a municípios do interior, como os da região de Jeremoabo e Paulo Afonso. Não há registro, até o momento, de ocorrência de fake news ou de mobilização da pesquisa especificamente nesses municípios.
Segundo o IBGE, a divulgação de boatos tem prejudicado o trabalho de campo em diferentes pontos do país, dificultando a atuação das equipes. O instituto reforçou que a identificação dos responsáveis pela desinformação é necessária: "por isso, os responsáveis precisam ser identificados".
O órgão destacou ainda o papel da pesquisa para o planejamento de políticas públicas. "Quando uma pessoa participa da PNS 2026, ela não responde apenas a uma pesquisa: contribui para que o Brasil conheça melhor sua população e possa planejar, hoje e no futuro, cuidados de saúde alinhados às necessidades dos brasileiros", afirmou o IBGE, ao explicar que os dados ajudam em ações de prevenção, campanhas de vacinação e incentivo à alimentação saudável.







