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Humano detecta objetos enterrados com habilidade tátil especial

Pesquisa inova ao mostrar que humanos podem detectar objetos enterrados, semelhante a aves costeiras, sem contato físico.

Redação ChicoSabeTudo
12 de novembro, 2025 · 09:01 2 min de leitura
É a primeira vez que o toque remoto é estudado em humanos (Imagem: Nimito/iStock)
É a primeira vez que o toque remoto é estudado em humanos (Imagem: Nimito/iStock)

Cientistas das universidades Queen Mary de Londres e University College London descobriram que humanos possuem uma habilidade sensorial semelhante à das aves costeiras, conhecida como toque remoto. A pesquisa, inovadora na análise das capacidades táteis humanas, revela que as pessoas podem sentir objetos enterrados sem necessidade de contato físico, um fenômeno até então inexplorado.

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A realização do estudo, que envolveu experimentos com diferentes métodos, foi conduzida pela professora Elisabetta Versace, do Laboratório Prepared Minds da Queen Mary. Em suas declarações, ela destacou que este é o primeiro estudo a investigar o toque remoto em humanos, que modifica a compreensão de como os seres vivos percebem seu ambiente.

Os pesquisadores realizaram dois experimentos. O primeiro avaliou a sensibilidade tátil dos dedos humanos em busca de objetos enterrados, enquanto o segundo utilizou um braço robótico com sensores para detectar esses mesmos objetos. Durante o primeiro teste, os participantes movimentaram os dedos na areia para localizar um cubo escondido. Os resultados foram surpreendentes, indicando uma capacidade similar à encontrada nas aves costeiras, embora os humanos não tenham as estruturas especializadas que essas aves possuem para essa função.

A sensibilidade das mãos humanas superou as expectativas, sendo capaz de detectar a presença de objetos enterrados ao perceber os deslocamentos mínimos na areia ao redor deles. O estudo calculou esse limite sensorial teórico, demonstrando que a detecção se aproxima do que é fisicamente possível em materiais granulares.

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No comparativo de eficácia, enquanto os humanos alcançaram uma precisão de 70,7%, o robô, que utilizou um algoritmo de Memória de Longo Prazo (LSTM), apresentou menor consistência, conseguindo apenas 40%, devido ao maior número de falsos positivos. O professor Lorenzo Jamone, da University College London, comentou sobre a relevância da pesquisa, que combina psicologia e robótica, sublinhando a importância da colaboração multidisciplinar para inovações tecnológicas e descobertas fundamentais.

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