Empresas como BNY e Walmart começam a capitalizar sobre a utilização de agentes de inteligência artificial (IA), que atuam como "funcionários digitais". Após meses de desenvolvimento e investimentos significativos, esses sistemas estão demonstrando resultados tangíveis no aumento da produtividade e na redução de custos.
Agentes de IA são programas autônomos que aprendem com dados e podem executar tarefas, tomando decisões sem a necessidade de comandos diretos. Diferente dos chatbots tradicionais, eles não apenas respondem, mas também priorizam ações e supervisionam outros sistemas, conforme relatado pelo Wall Street Journal. A transição de projetos piloto para operações em larga escala começou a mudar a percepção diante de seu valor nas corporações.
Um exemplo notável é o BNY, que atualmente utiliza cerca de 100 agentes digitais que comunicam-se com gestores humanos por e-mail e plataformas como o Microsoft Teams. Esses agentes são habilitados para analisar códigos, detectar vulnerabilidades e aplicar correções automáticas, tudo isso dentro da infraestrutura de segurança da plataforma Eliza do banco.
No setor varejista, o Walmart implementou o agente Trend-to-Product, que vincula dados de consumo às tendências de moda, reduzindo em até 18 semanas o tempo necessário para que novas coleções cheguem às lojas. O CTO da empresa, Vinod Bidarkoppa, descreve essa tecnologia como um "multiplicador de força" no aumento de produtividade, sem eliminar cargos humanos.
Contudo, o crescimento das grandes empresas de tecnologia que apoiam esses sistemas não vem sem desafios. Meta, OpenAI e xAI têm buscado inovações financeiras para sustentar a infraestrutura necessária, fechando acordos bilionários com instituições financeiras. Projetos como o Hyperion da Meta, avaliado em US$ 30 bilhões, e parcerias semelhantes visam atender à crescente demanda por IA, embora isso possa gerar preocupações sobre a sustentabilidade da dívida nesse mercado em rápida evolução.






