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Hackers chineses usam IA em ciberespionagem contra 30 organizações

Hackers vinculados ao governo da China usaram IA para executar uma campanha de ciberespionagem contra diversas organizações em 2025.

Redação ChicoSabeTudo
15 de novembro, 2025 · 19:59 2 min de leitura
(Imagem: DC Studio/Shutterstock)
(Imagem: DC Studio/Shutterstock)

A Anthropic revelou que seu assistente de inteligência artificial, Claude, foi utilizado por hackers supostamente vinculados ao governo da China em uma campanha de ciberespionagem, caracterizando o primeiro ataque conhecido orquestrado por um sistema de IA. A ocorrência foi identificada em setembro de 2025 e o grupo, denominado GTG-1002, atacou aproximadamente 30 organizações ao redor do mundo, incluindo empresas de tecnologia e agências governamentais.

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A investigação da Anthropic indicou que o Claude executou entre 80% e 90% das ações de forma autônoma, utilizando comandos para identificar bancos de dados valiosos, testar vulnerabilidades e extrair informações. A intervenção humana aconteceu apenas em momentos críticos. O grupo de hackers contornou as proteções do assistente utilizando uma abordagem enganosa, apresentando-se como uma empresa legítima de segurança defensiva.

Embora Claude possua salvaguardas para prevenir o uso malicioso, os invasores conseguiram neutralizá-las através de um procedimento conhecido como jailbreak, fragmentando pedidos maliciosos em tarefas menores que aparentavam ser benignas. Num dos casos relatados, o assistente chegou a “alucinar” e afirmar ter acessado credenciais que eram, na verdade, dados públicos. O incidente levanta preocupações sobre a evolução da tecnologia de IA e sua aplicação em operações cibernéticas.

Especialistas em segurança digital destacam que a utilização de inteligência artificial para automatizar ataques representa um divisor de águas no ciberespaço, tornando mais acessível para hackers a realização de ações complexas. O analista Caleb Withers, do Centro para uma Nova Segurança Americana, comentou que operações deste tipo são previsivelmente destinadas a se tornar mais frequentes à medida que os sistemas evoluem.

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A Anthropic acredita ter razões para atribuir a ação ao Estado chinês, embora a embaixada da China tenha negado as alegações. Este caso se alinha a uma tendência crescente de operações de ciberespionagem sofisticadas e bem organizadas, como as campanhas conhecidas como “Volt Typhoon” e “Salt Typhoon”. A empresa sinaliza que estamos entrando em uma nova era, onde sistemas de IA podem não apenas oferecer conselhos, mas executar ações de forma autônoma.

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