A Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Branca / Raso da Catarina, em Jeremoabo, no Nordeste da Bahia, é um dos principais pontos de reprodução da arara-azul-de-lear no mundo. A unidade de conservação ocupa 67.234 hectares e protege paredões de arenito usados pelas aves para abrigo e nidificação.
A informação consta em página oficial do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), que trata da APA. Segundo o instituto, os paredões da Serra Branca funcionam como local de reprodução da espécie.
A mesma fonte também registra a existência de outro sítio reprodutivo tradicional da arara-azul-de-lear: a Toca Velha, no município baiano de Canudos. Ou seja, embora Jeremoabo tenha papel central na preservação da espécie, a reprodução das aves não acontece de forma exclusiva no município.
A arara-azul-de-lear, cujo nome científico é Anodorhynchus leari, está classificada como Em Perigo (EN) pelo ICMBio, órgão federal responsável pela conservação da biodiversidade. O instituto mantém um Programa de Manejo Populacional voltado à espécie.
O acompanhamento da população das aves é feito por meio de censos periódicos, coordenados pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), ligado ao ICMBio. Segundo o próprio centro, o monitoramento é realizado de forma sistemática e anual desde 2001, quando foi criado o Programa de Conservação e Manejo da Arara-azul-de-lear. O objetivo é estimar quantas aves existem atualmente na natureza.
Além dos paredões de arenito, a região da APA reúne outro elemento essencial à sobrevivência da espécie: os licurizais. O licuri é uma palmeira nativa da caatinga cujos frutos servem de alimento às araras. A preservação da vegetação nativa, somada ao controle de áreas sensíveis próximas aos locais de descanso e reprodução, integra as estratégias voltadas à conservação da ave no semiárido baiano.
A visitação aos paredões e às áreas de nidificação segue regras específicas, com orientação e respeito aos limites definidos para a conservação da espécie.







