A taxa de analfabetismo na Bahia recuou entre pessoas com 15 anos ou mais. O índice passou de 9,9%, em 2024, para 9,5% em 2025, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).
O resultado baiano acompanha uma tendência observada em todo o país. Em 2025, o Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), com 4,9% da população de 15 anos ou mais nessa condição.
Na Bahia, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) esteve presente em 5.633 escolas públicas e privadas em 2025. Desse total, 5.613 unidades pertenciam à rede pública.
O estado somou 427.888 matrículas na modalidade no ano passado. Segundo o MEC, 422.303 dessas vagas estavam em instituições públicas.
Os números da Bahia fazem parte de um cenário regional maior. O Nordeste registrou 1.205.167 matrículas na EJA em 2025, das quais 1.185.878 estavam na rede pública, conforme dados repassados pelo MEC.
Para ampliar o acesso à modalidade, o MEC instituiu o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), criado pela Portaria nº 275/2026. A ferramenta tem o objetivo de aproximar quem quer voltar a estudar das redes que oferecem vagas de EJA.
Podem se cadastrar pessoas com 15 anos ou mais interessadas em concluir o Ensino Fundamental e pessoas com 18 anos ou mais que queiram retomar o Ensino Médio. Segundo o MEC, o sistema tem quatro perfis de acesso: usuário, operador, agente de cadastro e gestor.
O operador acompanha os cadastros e ajuda no encaminhamento a vagas. O agente de cadastro auxilia quem tem dificuldade de usar a plataforma. Já o gestor, indicado pelas redes de ensino, organiza a demanda e facilita a ligação com as instituições.
O MEC mantém ainda o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), voltado à formação de profissionais que atuam na modalidade. O programa também abrange educadores populares ligados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a outras ações de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais.
Essas iniciativas integram o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA, coordenado pelo MEC em parceria com estados, municípios, o Distrito Federal e instituições federais de ensino. Entre as metas do pacto estão ampliar matrículas, elevar a escolaridade da população e integrar a EJA à educação profissional, incluindo ações para estudantes privados de liberdade.







