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Pedidos de 1ª CNH sobem 216% em 2026 após mudança nas regras

Nordeste lidera processos iniciados; novas regras acabam com a obrigatoriedade de autoescola e reduzem aulas práticas

Redação ChicoSabeTudo
11 de setembro, 2026 · 12:06 3 min de leitura

Os pedidos de primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tiveram alta de 216% no Brasil em 2026, segundo dados do Ministério dos Transportes divulgados em 10 de setembro. A pauta do G1 mostra que, entre janeiro e agosto, foram registrados 7,3 milhões de pedidos, contra 2,3 milhões no mesmo período de 2025.

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A Agência Brasil apresentou o mesmo salto percentual, mas se referiu aos números como resultado dos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, sem fixar o recorte em janeiro-agosto. As duas fontes confirmam que mais de 2 milhões de novos condutores já foram habilitados no período.

O crescimento nos pedidos coincide com a entrada em vigor de novas regras para tirar a CNH, aprovadas no fim de 2025. A principal mudança foi o fim da obrigatoriedade de fazer aulas em autoescolas. Agora, os cursos teórico e prático também podem ser feitos em instituições credenciadas ou com instrutores autônomos autorizados pelos Detrans. As autoescolas continuam existindo e oferecendo seus cursos normalmente.

Entre as alterações, a carga mínima de aulas práticas caiu de 20 para 2 horas. O curso teórico passou a ser oferecido de forma gratuita e online, pelo aplicativo CNH do Brasil, sem exigência de cumprir as antigas 45 horas — o candidato estuda no próprio ritmo. Segundo o Ministério dos Transportes, ainda é necessário comparecer pessoalmente para o registro biométrico e o exame médico.

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O candidato também pode optar por usar veículo próprio nas aulas práticas, desde que o carro atenda às exigências do Código de Trânsito Brasileiro, e pode escolher entre autoescola tradicional ou instrutor autônomo cadastrado.

Segundo a Agência Brasil, a Região Nordeste registrou o maior índice de processos de habilitação iniciados no país, com 54,7% do total. A reportagem não localizou dados específicos sobre municípios da região.

Há divergência entre as fontes sobre o volume de cursos realizados: a pauta consultada pelo G1 aponta 4,4 milhões de cursos teóricos nos oito primeiros meses do ano, enquanto a Agência Brasil registra 4,2 milhões de cursos ao longo de 2026, sem especificar se o dado se refere apenas à etapa teórica. A Agência Brasil detalha ainda que, desse total, cerca de 553 mil cursos, ou 13,2%, foram conduzidos por instrutores autônomos.

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O Ministério dos Transportes estima economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores com as novas regras e afirma que as mudanças podem reduzir em até 80% o custo de se habilitar, hoje estimado em até R$ 5 mil. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito, 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação no país, e outras 30 milhões têm idade para tirar a carteira mas não têm dinheiro para isso.

A Agência Brasil aponta ainda que a participação de mulheres no processo de habilitação cresceu 18%, passando de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026.

Pontos citados em versões anteriores da pauta — como redução de 30% no tempo de espera, exigência de registro de presença em cada aula, direito a segunda tentativa gratuita na prova prática, regras específicas de idade para renovação automática e o fim do prazo de um ano para concluir o processo — não foram confirmados nas fontes consultadas para esta reportagem.

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