Pesquisadores da Ruhr University Bochum, na Alemanha, afirmam que as aves apresentam sinais de consciência, desafiando teorias sobre a evolução do cérebro. Dois estudos publicados na Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences indicam que aves têm formas de percepção consciente, com paralelos significativos às experiências de mamíferos em aspectos como percepção sensorial, bases neurobiológicas e sinais de autoconsciência.
Os testes realizados com pombos demonstraram que estas aves não se limitam a respostas automáticas a estímulos, mas experimentam os estímulos de maneira subjetiva. Em situações de ambiguidade visual, os pombos alternam entre diferentes interpretações, indicando uma experiência perceptiva dinâmica, conforme observado em humanos.
Além disso, estudos com corvos revelaram atividades cerebrais que não dependem exclusivamente da presença física de um estímulo, mas refletem a percepção interna do animal. Essas descobertas sugerem que a consciência nas aves é gerada por estruturas cerebrais equivalentes às dos mamíferos, especialmente o NCL (nidopallium caudolaterale), que desempenha funções análogas ao córtex pré-frontal humano.
A proposta teórica de Albert Newen e Carlos Montemayor, denominada Teoria ALARM, sugere que a consciência evoluiu em três estágios funcionais: o Despertar Básico, o Alerta Geral e a Consciência Reflexiva. Cada uma dessas etapas responde a pressões evolutivas específicas, com foco na sobrevivência e integração social.
Experimentos adicionais indicam que algumas aves, como os corvídeos, exibem autoconsciência, passando em testes de reflexo ao se comportarem de maneira diferente diante de seu reflexo. Essas evidências ressaltam que a consciência nas aves, embora limitada, oferece novas perspectivas sobre a evolução da cognição.







