A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu início nesta segunda-feira (18) à 11ª fase da Operação Mute, com ações simultâneas em 15 estados do país. A operação tem como foco retirar celulares e outros materiais proibidos do interior dos presídios, cortando as comunicações usadas por organizações criminosas para coordenar crimes de dentro das unidades prisionais.
Na Bahia, as atividades começaram na terça-feira (19), no Conjunto Penal de Paulo Afonso, com a participação de aproximadamente 40 policiais penais estaduais nas revistas. A ação baiana segue a mesma que ocorreu nos últimos dias 23 e 24 de abril, quando a primeira edição estadual da Operação Mute foi realizada na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, reunindo 50 policiais penais estaduais e federais.
As equipes utilizam tecnologias como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, georradar e sistemas eletrônicos de fiscalização — equipamentos que somam um investimento de R$ 59 milhões. As revistas são direcionadas por inteligência estratégica, priorizando unidades com presença identificada de facções.
A Operação Mute faz parte do programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado recentemente pelo Governo Federal com previsão de investimento superior a R$ 11 bilhões na área de segurança pública em todo o país.
Desde que foi criada, em 2023, a operação acumula resultados expressivos: nas 10 fases anteriores, foram retirados 7.966 aparelhos celulares de dentro dos presídios brasileiros. Mais de 38 mil policiais penais participaram das ações e mais de 37 mil celas foram vistoriadas. A interrupção das comunicações ilícitas impacta diretamente a atuação das organizações criminosas fora dos muros dos presídios, contribuindo para a redução da violência nas ruas.








