Um cometa interestelar denominado 3I/ATLAS pode ter sua trajetória alterada antes de deixar o Sistema Solar em 2026, de acordo com um artigo publicado no servidor de pré-impressão arXiv. O estudo destaca que o objeto passará por um encontro significativo com Júpiter e Marte, sendo que a influência mais notável será exercida pelo gigante gasoso devido ao seu imenso campo gravitacional.
Descoberto em julho de 2023 pelo Sistema de Alerta Final de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS), o 3I/ATLAS viaja a aproximadamente 58 km/s, uma velocidade incomum para cometas nativos, confirmando sua origem interestelar, sendo o terceiro objeto desse tipo já registrado pela comunidade científica. As simulações dinâmicas realizadas por Goldy Ahuja e Shashikiran Ganesh analisam a trajetória antiga e futura do cometa, embora ainda haja incertezas quanto à sua origem exata.
Uma das teorias propõe que o cometa venha de uma estrela do chamado “disco espesso” da Via Láctea, uma região composta por estrelas mais antigas. Chris Lintott, professor de astrofísica da Universidade de Oxford, sugere que o padrão de movimento do 3I/ATLAS é indicativo de sua origem antiga, possivelmente expulso há bilhões de anos de um sistema planetário primitivo.
As simulações indicam que o cometa deve se aproximar de Júpiter em 16 de março de 2026, o que poderá modificar levemente seu percurso. A análise também considera a influência de forças não gravitacionais, como jatos de gás do cometa e pressão da radiação solar. Novas observações são essenciais para monitorar a trajetória do objeto nos meses seguintes.
Os pesquisadores identificaram a melhor janela de observação do 3I/ATLAS, que deve ocorrer entre 9 e 22 de março de 2026, quando a sonda Juno, da NASA, estará na posição ideal para acompanhar o cometa em seu trajeto pelo Sistema Solar.







