Por trás de cada alerta enviado aos moradores de Maceió durante o período chuvoso, há um trabalho silencioso que não para: técnicos da Defesa Civil Municipal acompanham, em tempo real, radares meteorológicos, imagens de satélite, modelos de previsão climática e dados coletados por pluviômetros instalados em diferentes pontos da cidade. Essa estrutura funciona ininterruptamente no Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió, o Cimadec.
Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil de Maceió, o Cimadec funciona 24 horas por dia, acompanhando em tempo real as condições climáticas por meio de radar meteorológico e pluviômetros instalados em diversos bairros. Ao todo, são 13 equipamentos distribuídos em pontos estratégicos da capital alagoana, capazes de medir o volume de chuva acumulado em cada região.
"Os pluviômetros nos fornecem a base de dados para a tomada de decisões e as mudanças de níveis operacionais da Defesa Civil", explica Hugo Carvalho, meteorologista e coordenador do Cimadec. "Em posse dos dados em relação aos milímetros de chuva, fazemos imediatamente, quando necessário, os envios de alertas e acionamos as equipes para atendimento de ocorrências e vistorias nas áreas de risco."
Quando os indicadores apontam possibilidade de eventos adversos, as equipes operacionais entram em ação. Quando a chuva atinge de 30 a 70 milímetros, a Defesa Civil atua em nível operacional de atenção e inicia o protocolo do plano de enfrentamento. Entre 70 e 100 milímetros em 24 horas, com previsão de chuvas com intensidade moderada a forte, o órgão reforça a presença nas áreas de maior risco e aciona uma sala de situação para a tomada de decisões emergenciais.
O coordenador-geral da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, destaca que o sistema já demonstra resultados concretos. "Esse sistema de atuação tem sido eficiente na capital e, mesmo com os transtornos causados, nos últimos quatro anos não tivemos mortes em Maceió por causa das chuvas", afirma. Os dados reforçam esse cenário: em 2026, os meses de janeiro e fevereiro registraram redução superior a 50% nas ocorrências atendidas pela Defesa Civil em comparação com anos anteriores.
O monitoramento tecnológico não fica isolado dentro do centro. Enquanto uma equipe opera no Cimadec, outra percorre diariamente as áreas vulneráveis para verificar as situações mais críticas, acompanhar bacias dos rios e identificar riscos de inundação. Essa integração entre monitoramento remoto e vistoria presencial é considerada parte essencial da estratégia preventiva.
Nos momentos de maior instabilidade climática, o resultado prático do sistema fica evidente. Mesmo com volumes expressivos de chuva registrados nas últimas 24 horas, Maceió apresentou baixo número de ocorrências na última sexta-feira (26): apenas dois chamados da população, envolvendo uma edificação desocupada no Feitosa e um imóvel com problema estrutural no Petrópolis.
O Cimadec também é o responsável pelo envio de alertas à população. Além do monitoramento em tempo real, a Defesa Civil de Maceió mantém um sistema de alertas preventivos por SMS: qualquer morador pode se cadastrar gratuitamente enviando uma mensagem com o CEP de sua residência para o número 40199 e passa a receber notificações sobre riscos de chuvas fortes, alagamentos, deslizamentos e outras situações de emergência. Em caso de ocorrências, a população pode acionar a Defesa Civil pelos números 199 e 156, disponíveis 24 horas por dia.







