Duas ocorrências simultâneas mobilizaram o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) na tarde do último sábado (23). Por meio do 3º Grupamento de Bombeiros Militar (3º GBM), sediado em Itabaiana, a corporação foi acionada para atender enxames de abelhas nos municípios de Malhador e Itabaiana.
As equipes identificaram que as colmeias estavam instaladas em áreas que poderiam representar risco à população. Para garantir um manejo seguro e tecnicamente responsável, o 3º GBM atuou em parceria com a ABAM — Associação Britense de Apicultores e Meliponicultores, da cidade de Campo do Brito, no agreste sergipano.
A ABAM é reconhecida no estado pela qualidade do mel que produz e pela participação ativa em iniciativas de fomento à apicultura regional. Desta vez, os apicultores da associação atuaram lado a lado com os bombeiros para realizar a captura e o remanejamento dos enxames sem causar danos aos insetos.
Em Malhador, as abelhas estavam instaladas em uma planta no fundo de uma igreja. A área foi isolada pelas equipes para evitar possíveis ataques, e uma caixa-isca foi instalada para viabilizar a captura segura do enxame.
Já em Itabaiana, a colmeia estava situada em uma árvore localizada em uma praça pública, exigindo atenção redobrada por causa da intensa circulação de pessoas no local. Os bombeiros utilizaram equipamentos adequados de proteção para acessar as colmeias com segurança. Não houve feridos nas duas ocorrências.
A operação reflete uma mudança de abordagem que ganhou força em Sergipe nos últimos anos. Antigamente, os bombeiros realizavam a erradicação das abelhas. Com o tempo, reconheceu-se que a presença de enxames em áreas urbanas é um problema socioambiental, e a parceria com apicultores passou a ser fundamental no atendimento das ocorrências.
Segundo dados históricos dos bombeiros sergipanos, o estado registra cerca de 1.200 ocorrências envolvendo abelhas por ano — volume que evidencia a relevância de protocolos que aliem segurança pública e preservação ambiental. Algumas abelhas podem apresentar riscos à população, mas a vida delas é crucial para o equilíbrio dos ecossistemas.
A corporação reforça que a população deve evitar qualquer tentativa de remoção por conta própria. Muita gente acaba intervindo de maneira errada — queimando ou usando inseticidas —, o que representa risco enorme tanto para as pessoas quanto para os insetos. A recomendação é não mexer no enxame e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193.







